O governo dos Estados Unidos propôs a criação de uma força internacional com mandato de dois anos para administrar a Faixa de Gaza e garantir a segurança na região. A minuta da proposta, revelada pelo portal Axios nesta segunda-feira, 3, prevê que os EUA e países aliados governem o território enquanto supervisionam seu processo de reconstrução e desmilitarização.
O plano faz parte de uma resolução preparada pelo governo de Donald Trump para ser apresentada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).
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A chamada Força Internacional de Estabilização teria como tarefas principais patrulhar as fronteiras com Egito e Israel. Além disso, protegeria civis e áreas humanitárias e treinaria novos agentes para a futura polícia palestina.
O projeto também determina que as Forças de Segurança Iraquianas (ISF) conduzam o processo de desarmamento do grupo terrorista Hamas e destruam a infraestrutura militar existente em Gaza. Essas tropas atuariam em cooperação direta com Israel e Egito.
A resolução ainda propõe a criação de um “Conselho de Paz”, órgão internacional com autoridade jurídica para coordenar a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Nacional Palestiniana conclua um programa de reformas. A gestão, no entanto, permanece rejeitada pelo premiê israelense, Benjamin Netanyahu, como opção legítima para administrar Gaza no pós-guerra.
Desarmamento do Hamas e retirada gradual de tropas
Segundo um funcionário norte-americano ouvido pelo Axios, a Casa Branca pretende enviar as primeiras tropas iraquianas já em janeiro. A proposta ainda está em negociação, e os EUA planejam votar a resolução em breve.
De acordo com o plano, Israel continua controlando cerca de 53% de Gaza, demarcada pela chamada Linha Amarela. A retirada progressiva das tropas israelenses ocorrerá em etapas, ligadas ao cumprimento de metas de desmilitarização definidas por Israel, EUA, garantidores e pela ISF.
O projeto prevê que Israel mantenha uma presença militar limitada em áreas de segurança até que a região esteja protegida contra ameaças terroristas.
Países muçulmanos debatem futuro de Gaza
Em Istambul, representantes de seis países muçulmanos se reuniram com autoridades da Turquia para discutir o papel de seus governos no futuro de Gaza. Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, Jordânia, Paquistão e Indonésia participaram do encontro.
O governo de Israel se opõe à presença da Turquia na administração do território. Além disso, rejeita o envio de tropas turcas à força de segurança proposta.
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Ao mesmo tempo, o ministro turco das Relações Exteriores, Hakan Fidan, afirmou que os países só aceitarão participar da missão caso o mandato da ISF esteja claramente definido e tenha legitimidade internacional.
O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, visitará Washington no dia 18 de novembro. Washington pretende apresentar a resolução da ONU antes do encontro. A reconstrução de Gaza deve estar no centro das conversas entre Trump e o líder saudita, que se tornou figura-chave nas negociações para o futuro da região.






































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