A poucas horas de um encontro entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã, marcado em Islamabad, capital do Paquistão, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso. Ele afirmou que o regime iraniano sofreu uma derrota militar e reafirmou a abertura do estreito estratégico na região. Também criticou a possibilidade de cobrança de taxas sobre navios.
Indagado por repórteres, Trump declarou que os EUA não vão tolerar a imposição de pedágios a embarcações que circulam pelo Estreito de Ormuz.
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O norte-americano havia anunciado um acordo de cessar-fogo com o Irã e garantido a reabertura da rota marítima, considerada essencial para o comércio internacional. No entanto, a movimentação não recebeu confirmação de Teerã. O governo iraniano acusa Israel de violar o entendimento ao atacar o Líbano.
Israel e EUA rejeitam essa interpretação e afirmam que o território libanês não integra os termos do cessar-fogo.
Trump espera que reunião destrave impasse
Neste sábado, 11, Islamabad recebe representantes dos EUA e do Irã para discutir os termos do acordo. O encontro ocorre em meio a divergências sobre a abrangência do cessar-fogo e sobre medidas relacionadas à navegação na região de Ormuz. Trump afirmou que pretende esclarecer o que ocorre na região desde o anúncio do cessar-fogo e reabrir o estreito.
O Paquistão atua como mediador nas negociações e busca aproximar as posições entre os dois países.
Leia também: “Delegação do Irã desembarca no Paquistão para negociação com EUA”
A reabertura do Estreito de Ormuz figura como tema central das conversas em Islamabad, diante do impacto econômico e estratégico da rota. O impasse sobre a inclusão do Líbano no acordo também deve entrar na pauta das discussões.
As declarações públicas indicam divergências relevantes entre os envolvidos, o que mantém o cenário de incerteza. Ainda não há confirmação oficial sobre avanços concretos nas negociações até o momento.
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