O presidente Donald Trump determinou nesta quarta-feira, 29, que o Departamento de Guerra dos Estados Unidos retome os testes de armas nucleares. Segundo ele, a medida busca colocar o país em igualdade com os programas de outros Estados.
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Trump ressaltou que os EUA já possuem o maior arsenal nuclear do mundo e que, durante seu primeiro mandato, atualizaram completamente suas armas. “Odiei fazer isso, mas não tive escolha”, afirmou em rede social. “A Rússia está em segundo lugar, e a China estará em pé de igualdade dentro de cinco anos.”
O último teste nuclear norte-americano ocorreu em 1992, segundo a agência Reuters. Especialistas afirmam que experimentos desse tipo fornecem dados sobre a eficácia de armas antigas e o potencial de novas tecnologias.
O anúncio ocorre em meio a exercícios russos recentes. Nesta semana, a Rússia testou o torpedo nuclear Poseidon e o míssil Burevestnik, considerados armas estratégicas “invencíveis” pelo presidente Vladimir Putin. O Poseidon teria velocidade e profundidade únicas, tornando-o praticamente impossível de interceptar, segundo autoridades russas.
China e Rússia criticam a decisão de Trump
Em resposta, China e Rússia criticaram a decisão norte-americana. Pequim pediu que os EUA evitem novos testes nucleares, enquanto Moscou afirmou que conduzirá experimentos caso os norte-americanos avancem.
O crescimento do arsenal chinês também preocupa Washington. Desde 2020, a China aumentou suas ogivas de cerca de 300 para 600, e projeções militares revelam que poderá superar mil unidades até 2030. Um desfile militar em setembro mostrou armas capazes de atingir o território continental dos Estados Unidos.
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