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Trump nega vínculos com Epstein e diz que empresário queria prejudicá-lo

Segundo o presidente norte-americano, o magnata teria tentado prejudicar seu mandato

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived
Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived

Declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscaram afastar qualquer vínculo de amizade com Jeffrey Epstein. Em publicação nesta segunda-feira, 2, na Truth Social, Trump alegou que Epstein, junto do escritor Michael Wolff, teria tentado prejudicá-lo durante seu mandato.

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No comunicado, o presidente norte-americano repudiou ter estado na ilha de Epstein, local associado a crimes sexuais cometidos pelo ex-financista. “Eu nunca fui à ilha infestada de Epstein, mas quase todos esses democratas corruptos e seus doadores foram”, disse.

Histórico de relação entre Trump e Epstein

O histórico entre o presidente e Epstein foi tema de reportagens recentes. Em dezembro de 2025, Trump classificou sua relação com Epstein como “muito ruim”, chamando-o de “nojento”, e reforçou que eles não se falavam havia anos. Apesar disso, levantamento da CNN exibiu registros e fotos indicando contato frequente até meados dos anos 2000, período em que Trump declarou ter rompido vínculos.

Trump nunca foi formalmente acusado de crimes relacionados a Epstein. Documentos de investigações mencionam diversas figuras públicas, mas a citação não implica envolvimento criminal. Em 2002, à revista New York Magazine, Trump descreveu Epstein como “um cara fantástico”.

“Dizem até que ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são bem jovens”, declarou Trump à época.

Outro documento, uma carta de 2003 assinada por Trump e divulgada em setembro de 2025, sugeria afinidades entre ele e Epstein, o que foi posteriormente negado pelo presidente. Em 2004, ambos se desentenderam por causa de uma mansão em Palm Beach. Em 2015, Trump afirmou que “aquela ilha era realmente um antro de imundície, não há dúvida”, referindo-se à propriedade de Epstein.

Liberação de documentos do caso Epstein

Na última sexta-feira, 30, o Departamento de Justiça dos EUA liberou 30 milhões de páginas relativas ao caso Epstein. O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) enviou carta ao Congresso em que detalha o processo de revisão dos arquivos e esclarece pontos omitidos. O FBI incluiu nos documentos uma lista de alegações de agressão sexual que envolvem Trump, grande parte baseada em denúncias sem comprovação. Não ficou claro o motivo da elaboração dessa lista. O material circulou em e-mails do escritório do FBI em Nova York, ligado à Força-Tarefa de Exploração Infantil e Tráfico de Pessoas. O presidente reiterou que nunca cometeu irregularidades relacionadas a Epstein.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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