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Trump começa a demitir funcionários públicos por causa do shutdown nos EUA

Paralisação do país apoiada por integrantes do Partido Democrata atinge agências federais e ameaça o salário de 750 mil servidores

Trump diz que não ganhar Nobel da Paz seria um 'insulto' aos EUA
Durante o primeiro mandato, Trump bloqueou o orçamento exigindo verbas para construir o muro na fronteira com o México | Foto: Reprodução/X

O governo dos Estados Unidos começou a demitir servidores públicos, em meio à paralisação federal apoiada pelos democratas.

A Casa Branca confirmou, na sexta-feira 10, que a medida já está em curso. A ação segue ordens diretas do presidente Donald Trump, que prometeu reduzir o tamanho do funcionalismo e cortar gastos.

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Este é o primeiro shutdown em quase sete anos. O anterior, em 2018, também ocorreu durante a gestão Trump e durou 35 dias — o mais longo da história do país.

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A imprensa norte-americana revelou que os cortes atingem múltiplas áreas da administração federal.

Os departamentos de Comércio, Educação, Energia, Segurança Interna, Saúde e Tesouro já iniciaram processos de desligamento. Apenas no Tesouro, sindicatos estimam 1,3 mil demissões.

O diretor de orçamento da Casa Branca, Russell Vought, publicou no X que os “RIFs começaram” — sigla usada para “redução de pessoal” no setor público dos EUA.

O shutdown ocorre quando o Congresso não aprova o orçamento federal. Sem recursos, departamentos e agências paralisam ou operam de forma limitada.

Serviços considerados essenciais — como defesa nacional, hospitais e Forças Armadas — continuam funcionando.

Já setores classificados como não essenciais, como museus, parques e boa parte do funcionalismo, entram em suspensão.

Dessa forma, muitos servidores são dispensados temporariamente. Outros seguem trabalhando sem salário garantido.

Novo shutdown lembra impasse de 2018

Durante o primeiro mandato, Trump bloqueou o orçamento exigindo verbas para construir o muro na fronteira com o México. O impasse gerou o maior shutdown da história dos EUA, deixando 800 mil trabalhadores sem pagamento e gerando prejuízo de US$ 3 bilhões.

+ Leia também: Shutdown nos EUA: Trump suspende US$ 26 bi em repasses a Estados democratas”

Agora, o conflito gira em torno de verbas para saúde e programas sociais. Até o momento, cerca de 750 mil servidores estão sem remuneração.

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