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Trump fala em anexar Cuba e cita crise humanitária como justificativa

Declaração do presidente dos EUA aponta para possível ação com viés ‘amigável’, em meio ao sofrimento da população cubana

O presidente do Estados Unidos, Donald Trump, fala sobre Cuba a jornalistas na Casa Branca | Foto: Reprodução/X
O presidente do Estados Unidos, Donald Trump, fala sobre Cuba a jornalistas na Casa Branca | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 16, que acredita ter a “honra” de anexar Cuba. A declaração, apesar do tom contundente, foi acompanhada por justificativas de caráter humanitário diante da crise enfrentada pela ilha.

Ao falar a repórteres no Salão Oval, na Casa Branca, Trump ressaltou que o país caribenho vive há anos sob fortes dificuldades econômicas e sociais. Segundo ele, a população cubana enfrenta escassez de recursos básicos, como alimentos, energia elétrica e renda, em um cenário que tem se agravado ao longo do tempo.

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Trump: “Uma nação fragilizada”

“Acredito que poderia fazer o que quisesse com o país… Eles são uma nação muito fragilizada agora. Já estiveram assim por muito tempo”, declarou o presidente, ao comentar a situação interna de Cuba.

Nos últimos anos, o país tem lidado com apagões frequentes, falta de produtos essenciais e um ambiente econômico restritivo — fatores que impactam diretamente o cotidiano da população. Esse contexto tem sido citado por autoridades norte-americanas como um dos elementos que justificariam uma possível intervenção externa.

Leia também: “Narcoterrorismo nas Américas”, reportagem publicada na Edição 313 da Revista Oeste

Na semana passada, Trump já havia mencionado a possibilidade de uma ação dos Estados Unidos na ilha, ao sugerir que esse movimento poderia ocorrer de forma amigável. Durante coletiva em Doral, na Flórida, ele voltou a destacar o que classificou como uma crise humanitária em curso.

“O país está em sérios apuros”, disse. Segundo Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, acompanha de perto a situação. “Pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não faria muita diferença, porque eles estão realmente sem recursos. Eles não têm energia, não têm dinheiro.”

A fala do presidente reflete uma leitura de que uma eventual aproximação mais direta dos Estados Unidos poderia representar, sob essa ótica, uma alternativa para aliviar as dificuldades enfrentadas pela população cubana, que há décadas convive com restrições políticas e econômicas sob um regime de caráter ditatorial.

Uma segunda leitura converge com o aumento da influência dos Estados Unidos nos países do continente americano. Recentemente, Washington interveio na Venezuela, de onde retirou do poder o ditador Nicolás Maduro. Além disso, os norte-americanos contam com a aliança declarada de outras nações, como Argentina, Chile, Paraguai e El Salvador.    

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