O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, explicou ao jornal norte-americano New York Post por que publicou mensagens privadas do presidente da França, Emmanuel Macron, e do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Mark Rutte.
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De acordo com o republicano, as comunicações reforçam os argumentos sobre temas internacionais sensíveis, com elogios sobre a atuação norte-americana na Síria. Também mostram pedidos para manter diálogo a respeito da proposta de anexação da Groenlândia, iniciativa que gerou tensão entre os aliados europeus e precedeu a abertura do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Justificativas e repercussão das mensagens divulgadas por Trump
O presidente norte-americano explicou que decidiu tornar públicas as conversas porque só reforçam o ponto de vista dele próprio.

Trump relatou ainda que Macron e Rutte reconheceram o papel dos EUA em uma operação para impedir uma fuga de detentos na Síria. “Fiz um ótimo trabalho”, disse. “Sabe o que fiz? Impedi uma fuga. Fizemos um bom trabalho na Síria. Houve uma fuga de presos, prisioneiros europeus estavam fugindo, e consegui impedir.”
O presidente detalhou que, em colaboração com o governo sírio, todos os fugitivos considerados “os piores terroristas do mundo, vindos da Europa, foram recapturados”.
O episódio ocorreu na prisão de Al-Shaddadi, localizada na Província de Hasakah, nordeste da Síria, no momento em que tropas do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, avançavam sobre forças curdas.
Consequências diplomáticas e bastidores das mensagens
O confronto terminou depois que as forças curdas concordaram, no domingo 18, em abrir mão da autonomia regional e entregar o controle dos presídios. Segundo o New York Post, a prisão comportava cerca de 8 mil terroristas do Estado Islâmico.
De acordo com o Ministério do Interior da Síria, 81 dos 120 detentos do Estado Islâmico que haviam escapado já tinham sido recapturados até segunda-feira 19, conforme informou a emissora Al Jazeera.
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Ao compartilhar as mensagens na plataforma Truth Social, Trump expôs os bastidores de contatos diplomáticos. O republicano divulgou as mensagens enquanto aumentava a pressão sobre aliados europeus, para que a Dinamarca cedesse o controle da Groenlândia.
Nas mensagens, Macron escreveu:
“Meu amigo, estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas sobre o Irã. Não entendo o que você está fazendo sobre a Groenlândia. Vamos tentar construir grandes coisas: 1) posso organizar uma reunião do G7 depois de Davos em Paris. Posso convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos. 2) Vamos jantar juntos em Paris, antes de você voltar para os EUA”.

Já Rutte declarou:
“Senhor presidente, querido Donald — o que você realizou hoje na Síria é incrível. Vou usar meus compromissos com a imprensa em Davos para destacar seu trabalho lá, em Gaza e na Ucrânia. Estou comprometido em buscar um caminho para a Groenlândia. Mal posso esperar para vê-lo”.










































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