O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3, em publicações na rede Truth Social, que o governo federal exige o pagamento de US$ 1 bilhão da Universidade Harvard como parte de um possível acordo.
A declaração contradiz reportagem do New York Times segundo a qual a Casa Branca teria recuado da exigência de um pagamento em dinheiro para encerrar o conflito com a instituição por acusações de antissemitismo no campus.
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Segundo Trump, “estamos buscando US$ 1 bilhão em indenização, e não queremos mais nada, no futuro, com Harvard”. Ele reagiu diretamente à matéria do jornal que havia informado que o governo deixara de condicionar um acordo a um repasse financeiro direto.
A reportagem afirmava que o governo havia desistido de exigir um pagamento de US$ 200 milhões e que as negociações se concentravam em outros termos. O texto também relatava que a universidade resistia a qualquer acordo que previsse transferência direta de recursos ao governo federal.
Trump, no entanto, rejeitou essa versão e criticou uma proposta alternativa apresentada pela instituição. Segundo ele, o governo recusou um plano de capacitação profissional avaliado em até US$ 500 milhões, classificado pelo presidente como “totalmente inadequado”.

Ainda na publicação, Trump afirmou que a proposta serviria apenas como uma forma de Harvard “escapar de um grande acordo financeiro de mais de US$ 500 milhões, um número que deveria ser muito maior para as ilegalidades sérias e hediondas que eles cometeram”, escreveu.
Trump também criticou o reitor da universidade, Alan Garber, cujo mandato foi prorrogado por tempo indeterminado em dezembro. Segundo o republicano, Garber “fez um trabalho terrível ao corrigir uma situação muito ruim para sua instituição e, mais importante, para a própria América”.
Trump e Harvard em disputa
O embate entre o governo federal e Harvard ocorre em meio a uma ofensiva de Trump contra o antissemitismo em universidades. Ao longo do primeiro ano de seu segundo mandato, Trump adotou medidas contra a instituição, como o bloqueio de cerca de US$ 2,7 bilhões em verbas federais para pesquisa e tentativas de retirar da universidade a autorização para matricular estudantes estrangeiros.
A universidade acionou a Justiça contra o governo federal nesses dois casos e obteve decisões judiciais provisórias favoráveis que suspenderam as medidas. O governo recorreu das decisões, e os processos seguem em andamento.
Paralelamente às disputas judiciais, Harvard e a Casa Branca mantêm negociações intermitentes em busca de um acordo. Em postagens anteriores, Trump chegou a afirmar que um entendimento estaria próximo, com declarações semelhantes feitas em julho, outubro e novembro do ano passado. Até o momento, porém, nenhum acordo foi anunciado.
Leia também: “O antissemitismo da extrema esquerda universitária”, artigo de Flávio Gordon publicado na Edição 217 da Revista Oeste









































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