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Trump diz que EUA estão prontos para ajudar protestos no Irã

Presidente norte-americano afirma que pode intervir se o regime usar força contra manifestantes

Irã Trump
Em Londres, manifestantes iranianos subiram na embaixada do Irã e removeram a bandeira iraniana vigente | Foto: Reprodução/ X

O presidente norte-americano Donald Trump disse, neste sábado, 10, que seu governo está pronto para ajudar os manifestantes no Irã a conquistar liberdade. Ele afirmou que os Estados Unidos podem intervir a favor dos protestos mesmo sem o uso de violência pelo regime.

“O Irã vislumbra a LIBERDADE como talvez nunca antes”, escreveu o republicano em publicação na sua rede Truth Social. “Os EUA estão prontos para ajudar.” As declarações aumentam a pressão sobre o governo iraniano em meio à escalada de protestos no país.

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Ao longo da última semana, Trump disse várias vezes que usará força militar se o regime iraniano atacar manifestantes. Nesta sexta-feira, 9, ele afirmou que o Irã “está em grandes apuros”.

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“Para mim, parece que as pessoas estão assumindo o controle de certas cidades que ninguém achava possíveis há poucas semanas”, continuou o presidente dos EUA. “Estamos acompanhando a situação com muita atenção. Fiz essa declaração de forma muito clara: se começarem a matar pessoas como fizeram no passado, vamos nos envolver… isso não significa tropas em terra, mas significa atingi-los muito, muito duro onde dói.”

Protestos no Irã

Segundo grupos de oposição iranianos, os protestos se expandiram desde quinta-feira 8 para centenas de cidades. O serviço de internet no Irã ficou fora do ar nas últimas 48 horas. Mesmo assim, vídeos de protestos em Teerã e em outras cidades circulam nas redes sociais, possivelmente por meio do serviço Starlink.

Manifestantes relatam grandes multidões e violência em Teerã. À emissora CNN, uma mulher disse que viu “corpos empilhados uns sobre os outros” em um hospital. Outra mulher, de cerca de 60 anos, e um homem de 70 disseram que forças de segurança mataram “muitas pessoas” na sexta-feira à noite.

Os protestos começaram em 28 de dezembro nos bazares de Teerã contra a inflação. Eles já alcançam mais de 100 cidades.

Neste sábado, as Forças Armadas iranianas e a Guarda Revolucionária divulgaram notas de apoio ao regime. A Guarda afirmou que “terroristas” participam dos protestos e que atacar as conquistas da Revolução Islâmica de 1979 é uma “linha vermelha”.

Já chanceler de Omã, Badr Al-Busaidi, visitou Teerã. Ele se reuniu com o presidente Masoud Pezeshkian e outras autoridades. Omã atua como mediador entre EUA e Irã, inclusive nas negociações conduzidas pelo governo Trump no ano passado.

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