O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 27, que Cuba é a “próxima”, ao comentar a atuação militar norte-americana recente na Venezuela e no Irã. “Eu construí este grande Exército. Eu disse: ‘Vocês nunca precisarão usá-lo’, mas às vezes é preciso usá-lo”.
“E Cuba é a próxima, aliás, mas finjam que eu não disse isso, por favor”, afirmou Trump, em tom de brincadeira com a plateia, durante discurso em Miami. “Finjam que eu não disse isso. Por favor, por favor, por favor, imprensa, por favor, ignorem essa declaração. Muito obrigado. Cuba é a próxima”.
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Trump: estratégia é mais ampla
A fala ocorre em um momento de escalada da presença americana em diferentes frentes internacionais. Na Venezuela, a atuação dos Estados Unidos já provocou mudanças significativas no equilíbrio político interno, com aumento da pressão sobre o governo local e rearranjos entre forças de oposição.
O movimento é visto por analistas como parte de uma estratégia mais ampla de Washington para redefinir sua influência na América Latina. Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, voltou a defender uma mudança de regime em Cuba. Segundo ele, a economia da ilha só poderá melhorar com alteração no sistema político.
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“A economia de Cuba precisa mudar, e essa mudança só acontecerá se o sistema de governo mudar. É simples assim”, afirmou a jornalistas em Paris, após reunião de chanceleres do G7. Rubio acrescentou que, sob a atual liderança, “o povo cubano está sofrendo” e o país não consegue “se integrar ao século XXI”.
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Que assim seja, Cuba uma democracia.