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Trump confirma ataques contra o Irã para 'defender o povo norte-americano'

Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, Estados Unidos e Israel lançaram ataques militares conjuntos contra o Irã neste sábado, 28

Pronunciamento do presidente dos EUA, Donald Trump, depois de ataque ao Irã
Pronunciamento do presidente dos EUA, Donald Trump, depois de ataque ao Irã | Foto: Reprodução/X

Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, os Estados Unidos e Israel coordenaram ataques militares conjuntos contra o Irã neste sábado, 28, com o argumento de proteger seus cidadãos de ameaças vindas da ditadura iraniana. O presidente Donald Trump declarou que o objetivo é impedir que o Irã obtenha armas nucleares e eliminar riscos à segurança norte-americana.

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O republicano afirmou que “garantirá que o Irã não terá uma arma nuclear”. Ele ressaltou que sua administração mantém como prioridade impedir o avanço do programa nuclear iraniano. Também assegurou que as operações buscam destruir por completo a infraestrutura de mísseis do Irã, além de alertar sobre possíveis baixas entre as tropas dos EUA, em razão da ação militar.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, já havia advertido sobre o risco de mortes ou feridos em caso de conflito.

Justificativas de Trump e histórico de hostilidades

EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã
EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã | Foto: Reprodução/X

Em comunicado, Trump afirmou que o “objetivo é defender o povo norte-americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano”. Ele classificou a gestão do país como “um grupo cruel de pessoas muito duras e terríveis”.

“Suas atividades perigosas colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo”, explicou o presidente dos EUA. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear.”

O presidente dos EUA recordou episódios de hostilidade iraniana. Entre eles, o sequestro de reféns na embaixada dos EUA em 1979, o atentado de 1983 contra militares norte-americanos no Líbano e o ataque ao USS Cole em 2000.

Trump também responsabilizou o Irã e seus aliados por ataques contra cidadãos dos EUA no Oriente Médio. Citou, ainda, o envolvimento do Hamas em ataques recentes a Israel. O presidente afirmou que a operação atual buscará eliminar completamente a capacidade de mísseis e a marinha iraniana, além de enfraquecer o apoio a grupos armados na região.

Leia também: “O Discurso e a República”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 311 da Revista Oeste

O governo iraniano já havia sinalizado disposição para restringir seu programa nuclear em troca do fim das sanções. Apesar disso, prometeu reagir de forma “feroz” a qualquer ataque, inclusive ameaçando bases dos EUA no Oriente Médio. Esta é a segunda operação militar norte-americana contra o Irã em menos de um ano. Em junho de 2025, os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas em apoio a Israel.

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