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Trump cobra fim de execuções no Irã antes de reunião

Presidente norte-americano exige libertação de oito prisioneiras do regime

O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão aumenta no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X
O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão aumenta no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

O presidente Donald Trump exigiu que os líderes do Irã cancelem o enforcamento de oito mulheres. Em publicação na rede social Truth Social nesta terça-feira, 21, o norte-americano afirmou que a libertação das prisioneiras seria um gesto de respeito antes do início das conversas oficiais com seus representantes. “Por favor, não façam mal a elas, escreveu o republicano. “Seria um ótimo começo para nossas negociações.”

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Trump compartilhou imagens das detentas e endereçou a mensagem diretamente à cúpula de Teerã. A cobrança ocorre em um momento de tensão máxima, logo que os Estados Unidos e o Irã tentam estabelecer um canal de diálogo em meio a sanções e bloqueios navais. O presidente ressaltou que apreciaria o gesto humanitário como prova de boa vontade por parte dos iranianos.

Onda de enforcamentos

Enquanto Trump pedia clemência, o Poder Judiciário do Irã confirmou a execução de Amir Ali Mirjafari nesta terça-feira, 21. O homem foi condenado por incendiar uma mesquita em Teerã durante os protestos de janeiro. Mirjafari é a oitava pessoa enforcada em pouco mais de um mês devido às manifestações civis contra o regime islâmico.

A agência de notícias Mizan, ligada ao governo, acusou o executado de trabalhar para o Mossad, o serviço secreto de Israel. Entidades de direitos humanos, como a Iran Human Rights, afirmam que o regime usa acusações de espionagem para acelerar a morte de opositores políticos. Para os ativistas, Teerã tenta espalhar o medo na sociedade logo que a guerra contra os EUA e Israel esquenta.

Recorde de mortes no regime

O Irã atingiu o maior nível de execuções em três décadas. Relatórios de organizações internacionais apontam que o país matou pelo menos 1.639 pessoas em 2025. O número representa um salto em relação aos 975 casos do ano anterior e é o maior registro anual desde 1989. Especialistas alertam que o total real pode ser muito superior devido ao sigilo do sistema judicial iraniano.

A estratégia de vincular protestos internos a agências estrangeiras serve para justificar a pena de morte perante a comunidade internacional. Com a iminência de novas reuniões em Islamabad, a postura de Trump coloca as execuções no centro da pauta diplomática. O governo norte-americano sinaliza que o tratamento dado aos presos políticos influenciará o resultado dos acordos de paz.

Leia também: “Irã rejeita esforços de paz e cita ‘desconfiança histórica’ dos EUA”

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2 comentários
  1. David S
    David S

    As nossas doentes ongs que “defendem” as mulheres, estão como sempre de matracas fechadas.
    Hipócritas, caras de pau, horrorosas….

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