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Trump classifica fentanil como arma de destruição em massa nos EUA

Ordem executiva amplia repressão ao tráfico e reforça atuação contra ameaça à segurança nacional

Durante o shutdown, o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu repasses a Estados democratas | Foto: Reprodução/Casa Branca
Trump acredita que o impacto da droga é ainda maior que o de uma bomba | Foto: Reprodução/Casa Branca

O presidente Donald Trump assinou, nesta segunda-feira, 15, uma ordem executiva que enquadra o fentanil ilícito e seus principais precursores químicos como armas de destruição em massa. A medida eleva o combate à droga a um novo patamar jurídico e de segurança, ao tratar o entorpecente como um risco comparável a armamentos químicos.

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Durante a cerimônia na Casa Branca, Trump destacou o impacto letal da substância. “Nenhuma bomba faz o mesmo que essa coisa”, disse o presidente. “Entre 200 mil e 300 mil pessoas morrem todos os anos, até onde sabemos.”

O decreto afirma que o fentanil, mesmo em quantidades mínimas, pode causar morte quase imediata. Para o governo norte-americano, o avanço da droga ultrapassa a esfera da saúde pública e passa a representar uma ameaça direta à estabilidade interna do país.

O texto também relaciona a produção e a distribuição do fentanil a cartéis internacionais e redes criminosas organizadas. Segundo a Casa Branca, essas estruturas financiam ações violentas e disputas armadas, inclusive com reflexos fora dos Estados Unidos.

Medidas determinadas por Trump

A ordem determina que o Departamento de Justiça amplie investigações e processos ligados ao tráfico de fentanil, com aplicação de punições mais duras. O Departamento de Estado e o Tesouro ficam responsáveis por agir contra ativos e instituições financeiras associadas à cadeia ilegal da droga.

O governo autoriza ainda a análise do uso de recursos militares em apoio às autoridades civis, dentro das normas legais. As diretrizes das Forças Armadas para incidentes químicos no território nacional passam a incluir o fentanil como ameaça específica.

Na área de fronteiras, o Departamento de Segurança Interna deverá identificar redes de contrabando com base em inteligência relacionada a armas de destruição em massa. A estratégia busca integrar prevenção, repressão e monitoramento contínuo.

A classificação segue a legislação norte-americana, que inclui armas químicas, biológicas, radiológicas, nucleares e explosivas capazes de provocar danos em larga escala. O FBI coordena a resposta federal a esse tipo de risco por meio de sua diretoria especializada.

Leia também: “EUA explodem mais 3 barcos de traficantes no Pacífico”

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1 comentário
  1. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    Sou absolutamente contra drogas. São uma desgraça em todo o mundo, desde motoristas embriagados a grandes facções, sem exceção.
    Mas há um certo ar de ironia nessa matéria: o fentanil não é, nem de longe, o principal problema de drogas dos EUA. A oxicodona e seus derivados é que é, só que nesse caso, a vista grossa é porque eles lucram absurdamente com a comercialização dessa droga através das farmacêuticas.
    O Trump vende essa ilusão de combate às drogas em cima do fentanil única e exclusivamente porque não lucra com ele…

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