Depois de a Espanha negar o uso de bases militares para operações contra o Irã, os Estados Unidos anunciaram planos para suspender todo o comércio bilateral.
Durante reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz, nesta terça-feira, 3, o presidente Donald Trump afirmou que instruiu o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a “cortar todas as relações” com a Espanha, classificando a postura do país europeu como “terrível”.
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Trump também declarou que os EUA “não querem nada com a Espanha” e justificou a medida ao citar a negativa espanhola em permitir que as bases de Rota e Morón, no sul do país, fossem usadas pelos militares norte-americanos depois da solicitação de missões relacionadas ao Irã.
Depois da decisão do governo socialista espanhol, as forças dos EUA transferiram 15 aeronaves, incluindo aviões-tanque, para outras localidades.
Críticas à atuação espanhola e ameaças econômicas
Além do impasse sobre as bases, o presidente norte-americano criticou Madri por não atender à demanda de elevação dos gastos militares na Otan para 5% do PIB.
Bessent, ao lado de Trump, disse que orientaria o representante de comércio e o Departamento de Comércio dos EUA a abrir investigações para avaliar sanções à Espanha.
Embora a Suprema Corte tenha limitado o uso da Ieepa (Lei dos Poderes Econômicos de Emergência Internacional) para tarifas globais, Trump defendeu a ideia de que a decisão “reafirmou totalmente” sua autoridade para impor embargos comerciais integrais.
A Ieepa, válida desde 1977, permite sanções que excluem entidades de países como Irã, Rússia e Coreia do Norte do sistema financeiro dos EUA e autoriza restrições a exportações de tecnologia sensível.
Resposta da Espanha
Em resposta, o governo espanhol divulgou nota em que sublinha a importância da autonomia das empresas privadas, do respeito ao Direito internacional e dos acordos comerciais com os EUA e a União Europeia.
Madri assegurou ter recursos para enfrentar possíveis impactos de um embargo e declarou que seguirá defendendo o livre-comércio e a cooperação econômica com parceiros internacionais.
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A Espanha, maior exportadora mundial de azeite de oliva, também fornece autopeças, aço e produtos químicos aos EUA, mas possui menor vulnerabilidade a sanções em relação a outros países europeus.
Em 2025, os EUA tiveram superávit de US$ 4,8 bilhões no comércio com a Espanha, com exportações de US$ 26,1 bilhões e importações de US$ 21,3 bilhões, conforme dados oficiais norte-americanos.
Pressões internas
Friedrich Merz afirmou que a Espanha enfrenta pressão interna da Europa para elevar os gastos em defesa.
“Estamos tentando convencer a Espanha a alcançar os 3% ou 3,5% que acordamos na Otan”, disse o chanceler alemão, destacando que Madri é a única que ainda não aceitou o compromisso, essencial para a segurança coletiva europeia.
A relação entre Espanha e EUA também enfrenta desafios relacionados à migração e à recusa espanhola em aumentar o orçamento militar conforme defendido por Washington.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, representante da esquerda europeia, já havia impedido que navios com armas para Israel atracassem em portos espanhóis e anunciou planos de processar donos de plataformas digitais.
Leia também: “Tiro ao alvo no topo do mundo”, artigo de Guilherme Fiuza, publicado na Edição 311 da Revista Oeste









































Portugal e Espanha foram medíocres,fizeram um papel criminoso na segunda guerra mundial 1945 , duas nações que apoiaram indiretamente o nazismo ,tendo guarnições lutando contra os aliados .
Em 1945 esse governo ajudou os nazistas , uma nação fraca ,fascista ,fascista e comunista e podia ser expulsa união europeia .