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Trabalhadores da Boeing aceitam acordo e encerram greve de quase 2 meses

Produção de aviões foi interrompida durante a paralisação, o que causou um prejuízo de US$ 10 bilhões à empresa

Fachada de um dos prédios da Boeing, localizado em Arlington, Virgínia (EUA) | Foto: Reprodução/Redes sociais
Fachada de um dos prédios da Boeing, localizado em Arlington, Virgínia (EUA) | Foto: Reprodução/Redes sociais

Os trabalhadores da Boeing em Seattle decidiram retornar ao trabalho depois de mais de sete semanas de greve. A decisão foi tomada na segunda-feira, 1º, depois da aprovação de uma nova proposta, que inclui um aumento salarial de 38% ao longo de quatro anos e um bônus de US$ 12 mil. O sindicato IAM-District 751 ratificou o acordo com 59% dos votos favoráveis.

Durante a paralisação, a produção de aviões foi interrompida, gerando um impacto financeiro superior a US$ 10 bilhões para a Boeing e seus fornecedores.

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Cerca de 33 mil funcionários retornarão às funções em duas fábricas principais, responsáveis pelos modelos 737, 777 e 767, além de programas militares. O acordo também prevê aumentos nas contribuições para planos de aposentadoria e controle dos custos de assistência médica.

“A greve termina e agora nossa tarefa é voltar ao trabalho e começar a fabricar aviões (…) e devolver esta empresa ao sucesso financeiro”, afirmou Jon Holden, diretor do sindicato. A Boeing enfrenta dificuldades financeiras, anunciando cortes de 17 mil empregos e atrasos na entrega do jato 777X.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, parabenizou as partes pelo acordo alcançado, destacando o valor da negociação coletiva. “Ao longo dos últimos quatro anos, nós demonstramos que a negociação coletiva funciona”, declarou Biden. “Os bons acordos beneficiam os trabalhadores, as empresas e os consumidores”.

Greve na Boeing teve impacto bilionário

Um Boeing 737 MAX, no Farnborough International Airshow, em Farnborough, Grã-Bretanha - 20/7/2022 | Foto: Peter Cziborra/Reuters
Um Boeing 737 MAX, no Farnborough International Airshow, em Farnborough, Grã-Bretanha – 20/7/2022 | Foto: Peter Cziborra/Reuters

Esta foi a quarta tentativa da Boeing desde setembro para alcançar um acordo. A primeira proposta, rejeitada por quase 95% dos sindicalistas, oferecia um aumento de 25%.

As negociações subsequentes alcançaram os 38% finalmente aceitos. Além disso, a Boeing reafirmou seu compromisso de fabricar um novo modelo de avião na região de Seattle, garantindo empregos locais.

Sem seguro de saúde desde o fim de setembro, os grevistas recebiam apoio financeiro semanal do sindicato. Segundo o Anderson Economic Group, esta greve foi a mais onerosa do século nos EUA, com impactos indiretos superiores a US$ 11,56 bilhões.

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