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Tiros e explosões ocorrem próximos ao palácio presidencial da Venezuela; governo derruba drones do próprio regime

Moradores relatam drones sobrevoando o Palácio de Miraflores

Tiros e explosões são registrados próximos à sede do governo da Venezuela | Foto: X/Reprodução
Tiros e explosões são registrados próximos à sede do governo da Venezuela | Foto: X/Reprodução

Tiros e explosões foram ouvidos na noite desta segunda-feira, 5, nas proximidades do Palácio de Miraflores, sede do Poder Executivo da Venezuela. Relatos publicados por usuários nas redes sociais mostram detonações, rajadas de disparos e a presença de drones sobre a área.

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Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, os episódios começaram por volta das 20h (horário local de Caracas), depois de drones, inicialmente não identificados, serem vistos próximos ao palácio presidencial. Em resposta, forças de segurança teriam efetuado disparos, o que provocou os sons ouvidos por moradores e transeuntes.

Num primeiro momento, não havia confirmação oficial sobre feridos nem detalhes sobre a origem dos drones. Na sequência, entretanto, revelou-se que os equipamentos pertenciam ao Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses do próprio país, que acabaram derrubados em meio ao clima de tensão com os EUA.

Venezuela sob tensão

O episódio ocorre em meio a um cenário de forte instabilidade política na Venezuela, dias depois da captura do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, durante uma ação militar conduzida pelos Estados Unidos. A captura ocorreu na madrugada do último sábado, 3. O casal, que passou por “audiência de custódia” nesta segunda-feira, está preso no Estado norte-americano de Nova York.

Depois da captura, Delcy Rodríguez, então vice-presidente e primeira na linha de sucessão, assumiu a Presidência interina da Venezuela nesta segunda-feira, 5. A posse ocorreu diante do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy.

A nomeação de Delcy foi determinada por decisão da Suprema Corte, com mandato inicial de 90 dias, passível de prorrogação. A Corte, alinhada ao chavismo, também supervisionou a posse dos 283 parlamentares eleitos em maio do ano anterior, quando parte significativa da oposição boicotou o pleito, resultando em maioria governista no Parlamento.

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