A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, desembarca na Casa Branca nesta quinta-feira, 19, para consolidar uma parceria estratégica com o presidente Donald Trump. O foco central da agenda externa reside na exploração de metais críticos situados em profundidades abissais no Oceano Pacífico. As conversas entre as duas potências ganharam ritmo acelerado logo que o governo japonês comprovou a existência de depósitos valiosos a 6 mil metros abaixo do nível do mar, nas proximidades da Ilha Minamitorishima.
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O plano de ação conjunta pretende minar a hegemonia de Pequim, que atualmente fornece 90% dos insumos básicos utilizados pela indústria japonesa. A possibilidade desta cooperação bilateral começou a ganhar forma ainda no último trimestre do ano passado, durante a passagem de Trump pelo território nipônico. Desde fevereiro, equipes técnicas de ambos os países realizam discussões práticas para viabilizar a coleta de sedimentos por meio de navios científicos dotados de plataformas de perfuração de alta tecnologia.
A relevância desse itinerário tecnológico ultrapassa o setor comercial e atinge diretamente a segurança nacional. Os 17 elementos químicos que compõem o grupo das terras raras funcionam como o coração de dispositivos eletrônicos modernos, componentes de mísseis e baterias para automóveis sustentáveis. Tóquio e Washington buscam alternativas viáveis para garantir o fluxo desses materiais sem a necessidade de submissão às decisões políticas do regime chinês.
Além do pacto direto com os norte-americanos, o Japão integra uma coalizão mais ampla que envolve também a União Europeia para proteger cadeias de suprimentos de minerais essenciais. Sanae Takaichi detalhou ao Parlamento que os esforços em Minamitorishima servem como um balão de ensaio para uma futura independência industrial do bloco aliado. O sucesso da extração submarina representa um divisor de águas para as nações ocidentais, que tentam retomar o controle sobre a produção de hardware e armamentos avançados.
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Uns dez anos atrás ninguém falava em terras raras. Foi o Bolsonaro que deu a dica quando falou no nióbio. Logo-logo estaremos falando em águas raras.