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Tensão entre EUA e Irã aumenta com ameaças militares e reforço de tropas

Trump advertiu sobre possibilidade de ofensiva armada caso Teerã não aceite demandas impostas por Washington

À esquerda, presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, ditador do Irã, Ali Khamenei
À esquerda, presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, ditador do Irã, Ali Khamenei | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O clima de tensão entre Estados Unidos (EUA) e Irã aumentou depois de ameaças recentes do presidente norte-americano, Donald Trump. O líder advertiu sobre a possibilidade de uma ofensiva militar de grandes proporções caso Teerã não aceite as demandas impostas por Washington.

As exigências incluem a suspensão do enriquecimento de urânio, ação ligada ao programa nuclear, a limitação no arsenal de mísseis balísticos e o fim do apoio a grupos aliados no Oriente Médio.

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O envio do porta-aviões Abraham Lincoln, acompanhado de bombardeiros e caças, sinaliza uma demonstração de força dos EUA na região, que posicionam equipamentos militares a uma distância estratégica do território iraniano.

Trump chegou a comparar essa mobilização ao reforço militar realizado na Venezuela, pouco antes da captura do então ditador Nicolás Maduro no início de janeiro.

Exigências dos EUA e resposta internacional

Bandeira dos Estados Unidos (EUA)
Bandeira dos Estados Unidos da América (EUA) | Foto: Livid Rhino/Pixabay

Embora tenha falado em uma “enorme armada”, Trump não detalhou publicamente os termos do acordo esperado com o Irã. Autoridades norte-americanas e europeias confirmaram que as três principais exigências envolvem questões nucleares, restrições militares e a suspensão de apoio a grupos como Hamas, Hezbollah e houthis.

Não houve menção, nas últimas declarações, à proteção dos manifestantes iranianos, apesar de promessas anteriores de apoio feitas por Trump.

Leia mais: “Um ano que parece uma década”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 306 da Revista Oeste

O número de mortos nos protestos no Irã permanece controverso. O regime local afirma ter registro de 3.117 vítimas, enquanto organizações de direitos humanos estimam que entre 3,4 mil e 6,2 mil pessoas faleceram. Esse número pode crescer quando o acesso à internet voltar à normalidade no país.

Infraestrutura nuclear e retórica diplomática

Bandeira do Irã
Bandeira do Irã | Foto: Reprodução/Internet

Desde a operação militar realizada por EUA e Israel em junho, que destruiu instalações nucleares em Natanz, Fordo e Isfahan, a infraestrutura nuclear iraniana foi enfraquecida. Apesar de Trump afirmar que o programa foi “aniquilado”, relatórios oficiais dos EUA sugerem apenas uma significativa degradação das capacidades nucleares do Irã.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou, em entrevista, que “nossa posição é que a diplomacia não pode ser eficaz e produzir resultados por meio de ameaças militares”. Ele ressaltou que qualquer negociação precisa ocorrer sem imposições nem ameaças.

Leia também: “Cabe escolha entre EUA e Irã?”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 305 da Revista Oeste

Araghchi negou contatos recentes com representantes norte-americanos e afirmou que Teerã não buscou negociar nos últimos dias.

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1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Enche esses fanáticos de bombas,aniquila todos ós aiatolás e resolve de uma vez

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