publicidade
Mundo

Taiwan rechaça pressão da China e avisa que não abrirá mão de sua soberania

Presidente Lai Ching-te afirma que modo de vida livre e democrático da ilha é inegociável

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te | Foto: REUTERS/Ann Wang
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te | Foto: REUTERS/Ann Wang

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, endureceu o discurso neste domingo, 17, para blindar a autonomia da ilha contra as investidas de Pequim. Em comunicado oficial, o governante declarou que o território jamais vai ceder a intimidações externas ou abrir mão de suas garantias democráticas. O recado ocorre em um momento de alta tensão militar e diplomática no continente asiático.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

Lai Ching-te afirmou que o modo de vida livre dos cidadãos taiwaneses é inegociável. Ele garantiu que o governo local trabalha para manter a estabilidade regional, mas avisou que a busca pela paz não significa submissão ao regime comunista. “Taiwan não vai provocar nem ampliar conflitos, mas também não abrirá mão de sua soberania e dignidade nacionais”, disparou o líder da ilha.

China como a raiz da instabilidade

O mandatário taiwanês apontou o governo de Pequim como o único responsável pelas ameaças de guerra no Estreito de Taiwan. No documento divulgado pela Presidência, Lai Ching-te classificou a China como “a causa raiz” do enfraquecimento da segurança na região e acusou os vizinhos de tentarem mudar o mapa geopolítico por meio da força e do cerco marítimo.

Para garantir a sobrevivência de suas instituições, o governo de Taiwan defende o fortalecimento de sua capacidade de autodefesa. O país utiliza compras bilionárias de mísseis, drones e softwares de artilharia como um escudo de proteção. Segundo as lideranças locais, a modernização do Exército serve para dissuadir o Partido Comunista Chinês de tentar uma invasão armada.

Separação histórica e multipartidarismo

A posição firme de Taiwan se apoia em uma trajetória de independência prática que dura mais de sete décadas. A China e a ilha são governadas de forma totalmente separada desde 1949, quando o Partido Comunista tomou o poder em Pequim depois de uma guerra civil. Na ocasião, as forças remanescentes do Partido Nacionalista se refugiaram no território insular.

Ao longo do tempo, Taiwan deixou para trás o período de lei marcial e construiu uma das democracias multipartidárias mais sólidas e abertas da Ásia. O regime de Pequim, contudo, desconsidera essa realidade e trata a ilha como uma província rebelde que deve ser anexada ao continente, ameaçando o uso de tropas caso os taiwaneses declarem a independência formal.

Leia também: “Venezuela deporta para os EUA empresário aliado de Maduro”

Confira

Leia mais sobre:

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade