Uma sequência de anúncios televisivos durante a partida entre Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers, neste domiingo, 11, pela final do Super Bowl, será dedicada ao retorno dos reféns capturados pelo grupo terrorista Hamas.
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Na peça publicitária, eles são 136, que, de acordo com o texto do comercial, representam 136 assentos vazios no estádio Allegiant Stadium, em Las Vegas, onde será realizado o jogo. O estádio tem capacidade para receber 65 mil pessoas,
“Em um estádio barulhento, o silêncio deles é ensurdecedor”, diz o narrador, no início do comercial de três partes, financiado pelo governo de Israel e que será visto por mais de 110 milhões de pessoas nos Estados Unidos.
“Consideramos que esse anúncio vai ser importante para dar visibilidade ao que está acontecendo”, afirma a Oeste Rafael Azamor, representante para o Brasil do Fórum das Famílias dos Sequestrados e Desaparecidos.
“Às vezes os inimigos estão muito perto, mas muitas pessoas próximas que estão se calando no fundo nos apoiam”, prossegue o representante do Fórum.
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“O anúncio portanto é como um despertar contra esse tipo de preconceito, daqueles que podem estar criticando Israel, não se dando conta do drama dos reféns, e que no fundo não são antissemitas. É preciso escutar quando a comunidade judaica diz o que considera um ato antissemita.”
Também há em um dos anúncios a frase “tragam eles de volta”, que se espalhou como um clamor pelo retorno dos sequestrados. Eles têm, segundo entidades judaicas, sido deixados de lado em muitas campanhas de grupos e de governos de esquerda que criticam Israel.
Em outra parte, há menção aos pais que foram sequestrados e estão separados dos filhos, com cenas que remetem a um jogo de futebol norte-americano.
Entre as instituições criticadas por não se mobilizarem de maneira satisfatória estão também o Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Cruz Vermelha e a própria Organização das Nações Unidas (ONU).
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“Ainda aguardamos manifestações destas entidades, inclusive da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos [UNRWA] cujo chefe [Philippe Lazzarini] disse que desconhecia a existência de túnel do Hamas embaixo da sede da entidade”, destaca Azamor.
“Lamentamos que isso ocorra e aguardamos, pois, inclusive desta agência, uma declaração mais consistente, até agora desconhecida, assim como de entidades como a ONU e a Unicef, sobre o que está sendo feito, e ações da Cruz Vermelha, inclusive com informações sobre a saúde dos reféns.”
Visibilidade e impacto econômico

A audiência do evento pelo mundo deve superar os 210 milhões de telespectadores. Pela repercussão, a final do Super Bowl se tornou uma fonte de receitas e de tendências para o mercado e para a sociedade como um todo.
As transmissões de TV também geram muita rentabilidade, segundo a consultoria brasileira Sportsvalue. Cada inserção de 30 segundos custa US$ 7 milhões, os valores mais caros do mercado, que impulsionam também os preços de comerciais nas mídias digitais. O volume todo de publicidade nesta partida chega a US$ 578 milhões, segundo a consultoria, com bases em dados da Kantar.
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O impacto econômico do evento em 2024 deverá ser o maior da história, chegando a US$ 1 bilhão somente para o Estado de Nevada, onde fica Las Vegas, segundo a consultoria Axis.
A rentabilidade total, só da final, segundo Amir Somoggi, CEO da Sportsvalue, ficará em pelo menos US$ 3 bilhões. Uma Copa do Mundo inteira, segundo ele, tem receitas de US$ 6 bilhões, enquanto a temporada da National Football League (NFL) rende um total de US$ 16 bilhões.
A visibilidade do evento é considerada uma ferramenta para as autoridades israelenses chamarem a atenção em relação ao drama dos reféns. Cerca de 253 foram sequestrados nos ataques do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro, que deixaram cerca de 1,2 mil mortos no Sul de Israel.
Uma parte deles retornou durante a trégua nos combates em Gaza, depois da incursão das Forças de Defesa de Israel para neutralizar o Hamas. A trégua de uma semana, em novembro, possibilitou a libertação de cerca de 100 reféns, em uma troca com 240 prisioneiros palestinos.
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