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Sunak descarta alinhamento do Reino Unido à política da UE

Há 35 dias no cargo, primeiro-ministro britânico fez discurso sobre política externa do país

Reino Unido Rishi Sunak
Primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak: 'Sob minha liderança, nunca nos alinharemos com a legislação da União Europeia' | Foto: Reprodução/Facebook

Para pôr fim a especulações sobre um possível alinhamento com a União Europeia (UE), o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, afirmou que sob seu governo o país não voltará a seguir leis ou políticas do bloco, do qual saiu em janeiro de 2020, no chamado Brexit. Em entrevista coletiva na segunda-feira 28, Sunak também garantiu que tentará “revitalizar” relações com os vizinhos europeus.

“Estamos promovendo uma evolução das nossas relações pós-Brexit com a Europa, incluindo as relações bilaterais”, declarou Sunak, no primeiro discurso sobre política externa, depois de 35 dias no cargo.

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Ele também ponderou a possibilidade de participação na nova Comunidade Política Europeia, fórum idealizado pelo presidente da França Emmanuel Macron, do qual participam países que não integram a UE, como Turquia, Ucrânia, Bálcãs Ocidentais, Armênia, Azerbaijão e o próprio Reino Unido.

“Mas isso não significa mais alinhamento. Sob minha liderança, nunca nos alinharemos com a legislação da União Europeia. Em vez disso, promoveremos relacionamentos respeitosos e maduros com nossos vizinhos europeus em questões compartilhadas, como energia e imigração ilegal”, destacou.

Suas declarações esfriaram as especulações nas últimas semanas na imprensa britânica sobre a possibilidade de o Reino Unido buscar uma relação com a UE semelhante à da Noruega e à da Suíça.

Mesmo não integrando o bloco, esses países participam do mercado comunitário com menos barreiras que o Reino Unido, embora aceitem certas leis comunitárias e a jurisdição dos tribunais europeus e participem da área de livre circulação de pessoas, entre outras condições.

No discurso, o primeiro-ministro britânico também mencionou a importância de reconhecer o “desafio sistêmico” representado pela China, grande parceiro comercial britânico. “Um desafio que se torna mais agudo à medida que (Pequim) caminha para um autoritarismo ainda maior”, considerou Sunak, referindo-se à repreensão dos protestos no último fim de semana.

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