O programa Pegasus foi usado para espionar jornalistas, políticos e ativistas de 50 países. É o que informou reportagem do jornal The Guardian, publicada no domingo 18. Cerca de 50 mil pessoas estão na lista de vítimas. A pedido da publicação estrangeira, com base em depoimentos que recebeu para divulgar a denúncia, o Laboratório de Segurança da Anistia Internacional examinou 67 smartphones suspeitos de ataques.
Do total, 23 foram infectados com sucesso e 14 mostraram sinais de tentativa de invasão. Algumas das investidas teriam sido realizadas recentemente, em julho de 2021, provavelmente utilizando de falhas de segurança ainda desconhecidas por pesquisadores e empresas. Em nota à imprensa, a companhia responsável pelo produto informou que desconhece as informações noticiadas pela imprensa britânica.
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O que é
Desenvolvido pela empresa de vigilância israelense NSO Group, o objetivo inicial do Pegasus era monitorar grupos terroristas. Em linhas gerais, o software infecta dispositivos iOS e Android como um vírus, com a finalidade de extrair mensagens, fotos e e-mails das vítimas, assim como gravar chamadas e ativar microfones secretamente.
Como funciona
Em alguns casos, o Pegasus pode ser instalado sem a necessidade de enganar o usuário para que ele faça um download, que é a maneira mais comum de invadir um aparelho. Uma invasão do Pegasus pode ocorrer através de uma ligação de telefone, por exemplo. A empresa israelense vendeu o programa para governos de países. Supostamente, eram os clientes dessa empresa que decidiam quais eram os smartphones que seriam invadidos.
Leia também: “O desastre dos megavazamentos de dados”, reportagem publicada na Edição 48 da Revista Oeste






































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