A paralisação do governo dos Estados Unidos atingiu nesta quarta-feira, 5, o 36º dia e se tornou a mais longa da história do país. O chamado shutdown começou com a falta de acordo entre republicanos, liderados pelo presidente Donald Trump, e democratas, que se opõem à proposta orçamentária da Casa Branca.
Nas últimas seis semanas, a suspensão de repasses deixou cerca de 1,4 milhão de servidores sem salário e afetou o funcionamento de órgãos federais, museus, parques e aeroportos. Controladores de voo e agentes de segurança seguem trabalhando sem pagamento.
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O secretário de Transporte, Sean Duffy, alertou que a escassez de pessoal pode levar ao fechamento parcial do espaço aéreo. “Se chegarmos à próxima semana sem solução, os democratas verão um grande caos”, afirmou.
Programas de assistência social também foram atingidos. Trump declarou que os benefícios alimentares só serão retomados quando o governo reabrir, apesar de decisão judicial que determinou a manutenção dos pagamentos. “Os beneficiários precisam entender que levará tempo, porque os democratas colocaram o governo em uma posição insustentável”, disse a porta-voz Karoline Leavitt.
A origem do shutdown os Estados Unidos

O impasse começou quando o Congresso não aprovou o orçamento do novo ano fiscal, iniciado em 1º de outubro. Os republicanos, que têm maioria apertada nas duas casas, pediram apoio de cinco senadores democratas para prorrogar o financiamento até novembro, mas o Partido Democrata recusou.
A oposição exige que a reforma sanitária republicana seja suspensa e rediscutida desde o início — o que desmontaria boa parte da lei aprovada há seis meses.
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Há, no entanto, tentativas de conciliação. Um grupo bipartidário apresentou proposta para reduzir os custos do seguro de saúde, tema central da disputa. Os democratas acreditam que o aumento dos preços pressionará os republicanos a negociar.
Trump, por sua vez, mantém a linha dura e pediu ao Congresso que elimine a barreira de 60 votos no Senado, o chamado “obstrucionismo”, para aprovar projetos sem apoio da oposição. A ideia, contudo, enfrenta resistência até dentro do próprio partido. “Não temos os votos”, admitiu o líder republicano no Senado, John Thune.
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