O norte da Nigéria enfrenta um aumento expressivo na violência contra comunidades religiosas. Neste domingo, 18, grupos armados invadiram duas igrejas em uma aldeia remota de Kaduna e sequestraram mais de 160 fiéis durante as celebrações, segundo apuração da agência AFP e autoridades locais ligadas à Organização das Nações Unidas.
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O ataque segue o padrão de sequestros em massa que vêm crescendo desde novembro, especialmente nas regiões norte e noroeste, onde atuam diversos grupos criminosos. O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou a situação como um “genocídio” e acusou os assaltantes de perseguirem cristãos. Os Estados Unidos chegaram a realizar ataques militares no Estado de Sokoto, noroeste nigeriano, durante o Natal, em resposta à escalada de violência.
Libertação de religioso na Nigéria
Neste domingo, a Arquidiocese de Kaduna anunciou que criminosos libertaram o padre Bobbo Paschal, sequestrado em 17 de novembro. Ele permaneceu em cativeiro por dois meses, período em que os assaltantes mataram seu irmão. O sacerdote liderava a paróquia de Santo Stefano, e sua libertação representa um raro desfecho positivo em meio ao clima de insegurança na região.
Segundo o reverendo Joseph Hayab, presidente da Associação Cristã da Nigéria para o Norte, os criminosos cercaram as igrejas e bloquearam todas as entradas, o que obrigou cristãos a fugirem. “Eles fecharam todas as entradas das igrejas e forçaram os fiéis a se refugiarem no mato”, relatou à AFP, destacando que nove pessoas conseguiram escapar.
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