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Senado dos EUA apoia ofensiva contra o Irã

Parlamentares barram resolução que limitava governo e dá respaldo à estratégia militar de Trump

Senado norte-americano: respaldo ao presidente Trump | Foto: Reprodução/X
Senado norte-americano: respaldo ao presidente Trump | Foto: Reprodução/X

A maioria do Senado dos Estados Unidos apoiou nesta quarta-feira, 4, a campanha militar do presidente Donald Trump contra o Irã, ao votar para bloquear uma resolução bipartidária que buscava interromper a ofensiva aérea e exigir que qualquer nova hostilidade contra o país fosse previamente autorizada pelo Congresso.

Com a votação ainda em andamento, o placar parcial na Casa, composta por 100 senadores, era de 52 votos a 47 contra o avanço da chamada “resolução de poderes de guerra” (war powers resolution). Na prática, o resultado impede que a proposta siga adiante e mantém a liberdade do Executivo para conduzir operações militares já em curso.

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Senado: o que previa a resolução; entenda

A medida foi apresentada por parlamentares de ambos os partidos com base na War Powers Resolution de 1973, legislação que limita o poder do presidente de envolver o país em conflitos armados sem autorização legislativa formal. O texto determinava o encerramento da campanha aérea contra alvos iranianos e estabelecia que qualquer nova ação militar depende de aval explícito do Congresso.

O argumento dos autores era de que a Constituição dos Estados Unidos reserva ao Legislativo a prerrogativa de declarar guerra, cabendo ao presidente o comando das Forças Armadas dentro dos limites legais estabelecidos.

Leia também: “Tiro ao alvo no topo de mundo”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 311 da Revista Oeste

A votação ocorreu em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, depois de ataques atribuídos a forças norte-americanas e israelenses contra alvos ligados ao Irã. O governo Trump sustenta que as ações são necessárias para conter ameaças à segurança regional e proteger interesses estratégicos dos Estados Unidos e de aliados.

Críticos, por sua vez, alertam para o risco de ampliação do conflito e para a possibilidade de que a ausência de autorização formal do Congresso gere questionamentos constitucionais. A decisão do Senado sinaliza, ao menos por ora, respaldo político majoritário à estratégia adotada pela Casa Branca.

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