Filho de um dos mais proeminentes clãs políticos da Índia, Rahul Gandhi acusou o governo de seu país de fraudar a recente eleição.
A confusão teria protagonistas apenas do outro lado do mundo, não fosse por uma brasileira de Belo Horizonte (MG) que, literalmente, deu as caras nessa briga.
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O nome dela é Larissa Nery, 29 anos e, diferentemente de Gandhi, está muito longe das atividades políticas. A mulher leva uma vida normal de uma brasileira de classe média. É cabeleireira e nunca saiu do Brasil — ao menos, afirma nunca ter viajado para o exterior. Porém, a internet tem muito pouco limite de espaço e tempo.
Amigo de Larissa, o publicitário Matheus Ferrero fez um ensaio fotográfico da moça em 2017. Ele decidiu publicar parte do material em plataformas de imagens gratuitas para divulgar o trabalho. Os retratos da moça caíram no gosto do público.
Um deles chegou a 50 milhões de visualizações. Foram números extraordinários, embora não suficientes para tirar ela ou o autor do anonimato — ao menos até a última quarta-feira, 5.
Do anonimato no Brasil à crise na Índia
Em agosto, Gandhi deu início a uma série de denúncias de fraude nas eleições da Índia.
O político chegou a ser preso em um protesto no dia 11 do mesmo mês. Em 5 de novembro, durante uma coletiva de imprensa, ele declarou ter encontrado irregularidades nos registros de 2,5 milhões de eleitores em uma lista de 20 milhões de nomes da Comissão Eleitoral. É aí que aparece o rosto de Larissa.
A fotografia feita em 2017 aparece como a foto do rosto de 22 eleitores em partes diferentes do país. Gandhi mostrou em um grande telão as imagens de seu achado. De repente, a brasileira que nunca saiu do país natal virou o rosto de uma das maiores supostas fraudes eleitorais da história da Índia.




































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