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Sem apresentar atas eleitorais, Maduro apela à Bíblia: ‘Bem-aventurados os que não viram e acreditaram’

Ditador afirmou que já deu provas da vitória do chavismo nas eleições

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em discurso Suprema Corte de Justiça, em Caracas - 31/7/2024 | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em discurso Suprema Corte de Justiça, em Caracas — 31/7/2024 | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

O ditador Nicolás Maduro apelou à Bíblia para comentar o resultado das eleições presidenciais na Venezuela, concluídas sem a apuração total dos votos na madrugada da última segunda-feira, 29. Em transmissão ao vivo, na quarta-feira 31, o chavista rechaçou as denúncias de irregularidades e garantiu ter vencido a disputa contra o opositor, Edmundo González.

No discurso, Maduro leu um trecho de “João 20”. “Estenda a mão, coloque-a ao meu lado e não seja um incrédulo, mas um crente”, pregou o ditador, no Palácio Miraflores. “Então Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus’. E Jesus lhe disse: ‘Porque você me viu, Tomé, você acreditou. Bem-aventurados os que não viram e acreditaram’. Falei [que entregaria as atas] e alguns acreditaram. E outros tiveram de ver para crer. Bem-aventurados aqueles que acreditaram sem ver.”

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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão aparelhado pelo chavismo e equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, proclamou a vitória de Maduro, com pouco mais de 51% dos votos, contra 44% de Edmundo González. Somados, os candidatos restantes tiveram quase 5% dos votos.

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Ao contrário do CNE, a oposição tornou públicas as atas de apurações independentes. Os documentos mostram que a maioria escolheu Edmundo González: 70%. Maduro, por sua vez, teve menos de 30% da preferência popular.

Os ataques de Maduro à direita internacional

O ditador ainda culpou políticos de direita e o dono do Twitter/X, Elon Musk, pelo caos da Venezuela. A lista de desafetos inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (Brasil) e os presidentes Javier Milei (Argentina), Daniel Noboa (Equador), Nayib Bukele (El Salvador).

“Quantas provas mais temos de apresentar para que vocês digam já basta?”, perguntou o ditador. “A Venezuela tem a sua verdade e venho aqui defender a verdade do meu país. Não tenho medo das mentiras de vocês, vou enfrentá-las com a verdade.”

Ainda de acordo com Maduro, seu objetivo é seguir o caminho do ex-ditador Hugo Chávez. “Se o imperialismo norte-americano e os criminosos fascistas nos obrigam, não tremerei o pulso para convocar o povo a uma nova revolução, com outras características”, advertiu.

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4 comentários
  1. JAIR FERNANDES MACHADO
    JAIR FERNANDES MACHADO

    Pt quer o maduro eleito por duas razões, uma para tocar em frete o projeto foro de São Paulo e a outra homologar a eleição da nossa quadrilha.

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