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Secretário de Estado nega envolvimento dos EUA com morte de principal líder do Hamas

Antony Blinken declarou que o governo norte-americano 'não estava a par' do episódio

Antony Blinken
Antony Blinken garante que os EUA não tiveram participação em morte de líder do Hamas | Foto: Reprodução/Twitter/X

Em pronunciamento sobre a morte de Ismail Haniyeh, líder político do Hamas, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, declarou que o governo norte-americano não tem nenhum envolvimento com o episódio.

O terrorista foi neutralizado na madrugada desta quarta-feira, 4, em Teerã, horas depois da cerimônia de posse do novo presidente do Irã, Masoud Pezeshkia.

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“Não estávamos a par, nem estamos envolvidos com a morte de Haniyeh”, anunciou Blinken.

A morte ocorreu no mesmo dia em que Israel bombardeou Beirute, capital do Líbano, e eliminou Fuad Shukr, o número dois do Hezbollah. O ataque ocorreu em resposta às mortes de 12 crianças nas Colinas de Golã, no fim de semana. Um comunicado das Forças de Defesa de Israel confirmou que Shurk faleceu na explosão.

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Os principais aliados do Irã no Oriente Médio afirmam que Israel foi o autor do bombardeio aéreo que eliminou Haniyeh e também o seu segurança.

Agora, o receio no território iraniano é que isso intensifique o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza. Tal cenário poderia estender a guerra para outras regiões e prejudicar as negociações de cessar-fogo.

‘Crime hediondo’, diz Catar sobre morte de líder do Hamas

O Catar, que abrigou Haniyeh desde 2017, descreveu sua morte como um “crime hediondo”. O país também alertou para o fato de que a ação de Israel contra civis em Gaza pode levar a região ao caos.

“Como a mediação pode ter sucesso quando uma parte assassina o negociador do outro lado?”, perguntou o primeiro-ministro catari, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani.

O Ministério das Relações Exteriores do Egito qualificou a ação como uma “escalada perigosa” e alertou para possíveis consequências “terríveis” para a segurança regional. Omã e a Alemanha também condenaram o episódio. O governo alemão disse que “a lógica das represálias do tipo olho por olho é o caminho errado”.

Durante uma visita às baterias de defesa aérea de Israel, o ministro da Defesa, Yoav Gallant, afirmou que o país não deseja guerra, mas está preparado para qualquer eventualidade.

Já o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, prometeu “punição severa” a Israel.

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