O Club Atlético San Lorenzo de Almagro, de Buenos Aires, na Argentina, prestou uma homenagem comovente ao papa Francisco. O pontífice, torcedor ilustre e sócio de número 88.235 da equipe esportiva, faleceu nesta segunda-feira, 21, em Roma, na Itália.
Em nota, o time argentino relembra momentos marcantes da relação de Jorge Mario Bergoglio com o “Ciclón”, como é conhecido o clube. Nas redes sociais, destacou que Francisco foi e sempre será um eterno “Cuervo”, apelido dado aos torcedores da equipe.
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“Nunca foi apenas mais um e sempre foi um dos nossos”, diz o comunicado. “Cuervo desde criança e como homem… Cuervo como sacerdote e Cardeal… Cuervo também como Papa.”
Além disso, o texto descreve a ligação afetiva entre o pontífice e o clube desde a infância no Bairro de Flores, em Buenos Aires, até os encontros com jogadores e dirigentes no Vaticano.
Desde pequeno, Bergoglio acompanhava o San Lorenzo com entusiasmo. Ele frequentava o antigo estádio Viejo Gasómetro, onde assistia aos jogos do histórico time de 1946, campeão argentino.
💙❤️ ETERNO pic.twitter.com/DtKvFycJTY
— San Lorenzo (@SanLorenzo) April 21, 2025
Como resultado, já como padre, e depois como cardeal, manteve contato próximo com o clube e, mesmo na Santa Sé, fazia questão de exibir seu carinho pela equipe.
Durante o papado, Francisco recebeu delegações esportivas no Vaticano e conversou com representantes de grandes times europeus. No entanto, em todas as ocasiões, demonstrou afeto especial pelo San Lorenzo. Para os torcedores do clube argentino, ele uniu fé e paixão pelo futebol como poucos.
Francisco uniu a paixão pelo futebol à missão na Igreja
Bergoglio nasceu em Buenos Aires, em 17 de dezembro de 1936. Filho de imigrantes italianos, cresceu no Bairro Portenho de Flores e se tornou o primogênito entre cinco irmãos.
Foi ali, entre partidas de futebol, missas com a avó e encontros familiares, que começou a tomar forma a vocação que mais tarde o conduziria ao papado.
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Nesse sentido, em 13 de março de 2013, os cardeais o elegeram como novo pontífice. A escolha foi histórica: ele se tornou o primeiro papa latino-americano e o primeiro não europeu em mais de 1.200 anos de Igreja Católica.






































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