publicidade
Mundo

Rússia nega envolvimento em morte de opositor

Governo Putin reage e acusa Ocidente de ‘necropropaganda’

O presidente da Rússia, Vladimir Putin: críticas ao Ocidente: Foto: Reprodução/X
O presidente da Rússia, Vladimir Putin | Foto: Reprodução/X

A Rússia acusou países ocidentais de promover “necropropaganda” ao comentar a morte de Alexei Navalny. O termo necropropaganda foi usado pelo governo para rebater alegações de que o opositor teria sido envenenado sob custódia estatal. A resposta ocorreu depois que nações europeias afirmaram ter identificado uma toxina fatal em exames feitos no corpo do dissidente.

A declaração foi divulgada pela Embaixada da Rússia no Reino Unido, em comunicado oficial publicado neste sábado, 14. No texto, autoridades russas afirmam que não existem motivos para confiar nas conclusões apresentadas por especialistas do Ocidente e questionam a base técnica dos resultados.

Receba nossas atualizações

Rússia: estratégia para confundir o público

No comunicado, o governo russo afirma que a necropropaganda seria uma estratégia política para explorar a morte de Navalny e influenciar a opinião pública. A nota também compara a situação ao caso do ex-espião Sergei Skripal, envenenado em 2018 no Reino Unido. Segundo Moscou, o episódio gerou acusações intensas, mas poucas provas conclusivas.

O texto menciona que, na ocasião, houve ampla cobertura midiática e pressão internacional. Ainda assim, autoridades russas alegam que questionamentos relevantes teriam sido ignorados. A nota ironiza as versões apresentadas e cita possíveis substâncias, como venenos naturais e o agente químico Novichok.

Leia também: “Fechem logo a ONU”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 309 da Revista Oeste

De acordo com documento assinado por Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Holanda, exames indicaram a presença de epibatidina. A toxina é encontrada em espécies de sapos da América do Sul e pode ser altamente letal. Para os europeus, o fato de Navalny estar preso reforça a suspeita contra Moscou.

O opositor era um dos principais críticos do presidente Vladimir Putin. Ele havia sido condenado a 19 anos de prisão por acusações ligadas a extremismo e financiamento de atividades consideradas ilegais pelo regime russo. Em fevereiro de 2024, foi encontrado morto na unidade prisional onde cumpria pena. Na avaliação de governos europeus, a Rússia teria meios e motivação para administrar o veneno. 

+ Leia mais notícias de Mundo na Oeste

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Jamais iriam confirmar que intoxicaram um preso político. Só muita ingenuidade!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade