A Rússia lançou neste fim de semana o submarino Khabarovsk, primeiro modelo projetado para operar o torpedo nuclear Poseidon, conhecido como “arma do Juízo Final”. A cerimônia ocorreu neste sábado, 1º, no estaleiro da Sevmach, em Severodvinsk, no Ártico. O evento contou principalmente com a presença do ministro da Defesa, Andrei Belousov, e do comandante da Marinha, Aleksandr Moiseev, que quebrou uma garrafa de espumante no casco, em ritual tradicional.
O lançamento, mantido em sigilo até o último momento, ocorreu depois de uma década de construção. Com cerca de 135 metros de comprimento e 10 mil toneladas, o Khabarovsk inaugura uma nova classe de submarinos nucleares russos. Quatro unidades devem ser produzidas, cada uma equipada com mísseis de cruzeiro, torpedos convencionais e até seis exemplares do Poseidon. A frota ficará na península de Kamtchaka, no Pacífico.
Rússia: escalada nuclear e demonstração de força
O lançamento aconteceu três dias depois de o presidente Vladimir Putin anunciar um teste bem-sucedido do Poseidon, uma das “armas invencíveis” que ele apresentou em 2018. Uma semana antes, Putin confirmou o sucesso do míssil Burevestnik, outro projeto nuclear com propulsão autônoma. Ambos utilizam reatores miniaturizados que lhes garantem principalmente autonomia quase que ilimitada.
As exibições ocorrem em meio à deterioração das relações com os Estados Unidos. O governo de Donald Trump endureceu sanções contra petroleiras russas e não conseguiu avançar em um acordo de paz na guerra da Ucrânia, o que eleva assim a tensão geopolítica.
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Especialistas ainda questionam a viabilidade do Poseidon, descrito sobretudo como um drone subaquático de 24 metros, capaz de carregar uma ogiva de até 100 megatons — o dobro da bomba mais potente já testada.
“É um evento muito significativo para nós”, declarou Belousov. O sistema de propulsão do Khabarovsk, parcialmente coberto na cerimônia, sugere avanços em furtividade e silêncio, características fundamentais na estratégia nuclear russa.
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Se um dia esse planeta azul ficar torrado, já temos uma hipótese de qual país terá feito isso.