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Rússia fala em ‘terrorismo’ e ameaça banimento total do WhatsApp

Moscou acusa plataforma da Meta de facilitar crimes e promove aplicativo nacional como alternativa

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de uma reunião com o governador em exercício da região de Rostov, Yury Slyusar, no Kremlin - 18/8/2025 | Foto: Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Reuters
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de uma reunião com o governador em exercício da região de Rostov, Yury Slyusar, no Kremlin — 18/8/2025 | Foto: Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Reuters

O Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Meios de Comunicação de Massa da Rússia (Roskomnadzor) ameaçou, na sexta-feira 28, banir o WhatsApp do país.

Conforme o órgão, o aplicativo de mensagens da Meta descumpre regras locais e deve se ajustar às exigências para manter as operações.

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O Roskomnadzor acusou a plataforma de servir como canal para a realização de crimes, inclusive supostas ações terroristas.

Também responsabilizou o WhatsApp por facilitar fraudes e outras atividades ilegais.

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“O WhatsApp não está cumprindo os requisitos destinados a prevenir e coibir crimes na Rússia”, informou o órgão. “Por esse motivo, o Roskomnadzor vem implementando medidas restritivas de forma consistente.”

Em agosto, a Rússia já havia limitado chamadas de voz e vídeo no WhatsApp e no Telegram. Segundo o regime, a medida fazia parte de uma campanha antifraude. Ambas as empresas criticaram a decisão.

Mesmo com os bloqueios, o WhatsApp permanece como o serviço de mensagens mais popular no país. Como resultado, o Roskomnadzor tem orientado a população a migrar para o Max — aplicativo estatal promovido como alternativa às plataformas estrangeiras de comunicação.

O regime russo o promove como opção “segura” para escolas, universidades e órgãos públicos. Além disso, determinou sua instalação prévia em todos os celulares e computados vendidos no país.

Rússia tenta impor aplicativo estatal e sufocar concorrentes

A Rússia lançou o Max como um aplicativo multifuncional, com promessa de integrar mensagens, pagamentos, serviços públicos e outras utilidades. A plataforma faz parte da tentativa oficial de substituir soluções estrangeiras por alternativas nacionais.

No entanto, apesar do impulso estatal, a adesão continua limitada. Segundo a agência Tass, pouco mais de 2 milhões de pessoas se registraram no Max em julho.

À Euronews, o advogado especializado em internet Sarkis Darbinyan afirmou que, para popularizar o aplicativo, o regime russo aposta na eliminação de concorrentes. “Sufocar” as opções ocidentais, disse ele, seria a única forma de impor o novo serviço à população.

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Darbinyan ressaltou que os hábitos digitais não mudam de forma imediata. Rotinas foram construídas ao longo de décadas, em um cenário de internet “rápida e gratuita”.

O advogado também afirmou que o Roskomnadzor já opera sistemas avançados de vigilância digital. Assim, o órgão monitora o tráfego da rede, rastreia canais e determina bloqueios ou restrições.

Esse aparato de controle, explica, não surgiu do dia para a noite. A estrutura se formou depois de anos de investimento em tecnologia e mapeamento da própria arquitetura da internet — incluindo seus principais operadores e fluxos de informação.

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