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Zelensky afirma que Rússia usou mais de 400 drones contra a Ucrânia

Investida aérea intensifica a guerra e pressiona União Europeia a reforçar defesas

Ucrânia
Zelensky acusa o Kremlin de prolongar a guerra para lucrar com receitas de energia | Foto: Reprodução/@ZelenskyyUa/X

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia lançou cerca de 500 drones e mais de 40 mísseis contra o país neste sábado, 27. O ataque deixou pelo menos quatro mortos e atingiu diversas regiões, incluindo Kiev, Zaporizhzhia, Khmelnytskyi, Sumy, Mykolaiv, Chernigov e Odesa.

Por meio de suas redes sociais, Zelensky relatou que prédios residenciais, uma fábrica de borracha e outras instalações civis sofreram danos severos.

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“Este ataque vil ocorreu como um ponto culminante da semana da Assembleia Geral da ONU, e é assim que a Rússia está tornando conhecida sua posição real”, escreveu o presidente ucraniano. “Moscou quer continuar lutando e matando e merece apenas a pressão mais dura do mundo.”

Ele acusa o Kremlin de prolongar a guerra para lucrar com receitas de energia e manter uma “marinha paralela”. “O Kremlin se beneficia da continuidade desta guerra e terror enquanto houver fundos para energia e uma marinha paralela”, disse. “Quem quiser paz deve apoiar os esforços do Presidente Trump e interromper todas as importações russas.”

Na região de Zaporizhzhia, o chefe local, Ivan Fedorov, informou que 31 pessoas sofreram ferimentos. Entre elas, três crianças foram hospitalizadas. Dois meninos permanecem em estado grave — um com ferimentos causados pelas explosões e outro por intoxicação de monóxido de carbono. A menina de 9 anos está sob avaliação médica, mas fora de risco.

União Europeia acelera plano para muro de drones

Enquanto os bombardeios permanecem, a União Europeia decidiu reforçar sua defesa. O bloco anunciou a criação de um “muro de drones” em seu flanco leste, projeto tratado como prioridade pelo comissário de defesa, Andrius Kubilius.

O sistema deverá incluir radares, sensores acústicos e equipamentos de interceptação. A proposta ganhou força depois de incursões aéreas na Polônia, Romênia, Dinamarca e da violação do espaço aéreo da Estônia por caças russos.  Apesar do consenso sobre a necessidade de proteção, Kubilius alertou para o desafio financeiro.

+ Leia também: “Irã fecha acordo nuclear de US$ 25 bilhões com a Rússia”

“Se você estiver usando mísseis aéreos do seu caça para atirar no drone, então você está usando um míssil que custa 1 milhão para derrubar o drone que custa 10 mil”, ponderou o comissário.

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