Quatro dias depois da votação em Honduras, realizada no último domingo, 30, ainda não houve divulgação do resultado oficial, devido a inconsistências em parte das atas eleitorais. O candidato conservador Salvador Nasralla, do Partido Liberal, mantinha uma pequena dianteira sobre Nasry Asfura na apuração dos votos até a noite desta quarta-feira, 3.
Com 80,29% das atas apuradas, Nasralla soma 40,23% dos votos, enquanto Asfura registra 39,69%. Os dois já ultrapassaram 1 milhão de votos, e a diferença entre eles é de pouco menos de 14 mil votos, de acordo com os dados preliminares do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A candidata de esquerda, Rixi Moncada, aparece em terceiro lugar, com 19,01% dos votos, segundo a agência AP.
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O CNE informou que, das 15.378 atas processadas, 2.204 apresentam irregularidades e precisarão ser revisadas individualmente, voto por voto, para correção. O órgão eleitoral tem até 30 dias para concluir o processo e proclamar o vencedor, período em que candidatos devem aguardar sem se autoproclamar eleitos, conforme orientação oficial.
As eleições gerais hondurenhas escolheram o novo presidente, três vice-presidentes, 128 deputados titulares e suplentes, além de 298 prefeitos e vice-prefeitos. O processo foi marcado por falhas técnicas no site oficial do CNE, que saiu do ar e dificultou o acesso público às informações sobre a apuração dos votos, especialmente na disputa presidencial e em outras corridas acirradas.
No momento em que o site ficou indisponível, a diferença entre Asfura e Nasralla era de apenas 515 votos. Nenhum dos candidatos na liderança pertence ao partido Libre, comandado pela presidente Xiomara Castro. Nasralla, contudo, já atuou como adversário e também aliado da presidente e chegou a ocupar o cargo de vice-presidente.

Asfura é o aliado de Trump em Honduras
Nasry Asfura conta com o respaldo do presidente norte-americano Donald Trump, que declarou que os Estados Unidos não manteriam ajuda financeira a Honduras caso outro candidato vencesse. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que, se Asfura não for eleito, Washington “não desperdiçará” recursos com o país centro-americano.
O chefe da Casa Branca também esteve no centro do noticiário hondurenho ao conceder perdão a Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras, condenado a 45 anos de prisão por narcotráfico. “Você analisou os fatos, reconheceu a injustiça e agiu com convicção. Você mudou a minha vida, senhor, e nunca esquecerei”, declarou Hernández ao retornar às redes sociais, segundo comunicado feito por Ana García, mulher do ex-presidente.






































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