Divisão política crescente, agravamento da pobreza e a propagação contínua do coronavírus motivaram a migração de residência fiscal no exterior

Responsável pela autoridade tributária argentina, Mercedes Marco del Pont afirmou à agência de notícias Telam que, neste ano, quase metade dos 504 argentinos que estabeleceram residência fiscal no exterior — a maioria deles, ricos — escolheram o Uruguai. “Observamos um aumento no número de pessoas”, disse Del Pont, na sexta-feira 2, ao minimizar o ocorrido. Além disso, Carlos Enciso, embaixador do Uruguai, garantiu à rádio Montecarlo que 100 argentinos por semana têm se candidatado no consulado de Buenos Aires, para investir sob o governo do presidente liberal Luis Lacalle Pou. Dados do Ministério do Interior daquele país mostram que cerca de 13 mil argentinos chegaram para ficar no país vizinho entre abril e setembro, conforme noticiou a Bloomberg.
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Dados do Banco Central do Uruguai revelam que os depósitos de não-residentes em instituições locais aumentaram US$ 528 milhões nos 12 meses desde que as eleições primárias na Argentina indicaram a vitória de um governo esquerdista. Acredita-se também que a maioria desses depósitos seja de argentinos. A nova onda migratória de investimentos é impulsionada por maiores impostos e propostas de aumento da carga tributária dos peronistas Alberto Fernández e Cristina Kirchner. Entre outros pontos que pesaram na decisão final de aplicar dinheiro em outro lugar é a divisão política crescente, o agravamento da pobreza e a propagação contínua do coronavírus na Argentina, apesar das medidas de isolamento social decretadas pelo governo argentino.





































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