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Réu se declara 'mulher trans' para fugir de acusação de feminicídio

Investigação revela que marido matou a mulher com a ajuda de sua família

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César Sena, que se declarou mulher trans, teria matado a esposa e queimado seus restos mortais | Foto: Reprodução/YouTube/A24com

César Sena, réu pelo assassinato de sua mulher, Cecilia Strzyzowski, se declarou “mulher trans” para escapar da pena por feminicídio na Argentina. O Todo Noticias (TN), um dos principais canais por assinatura argentinos, divulgou a informação nesta quarta-feira, 5.

Além de se declarar uma “mulher trans”, Sena solicitou sua transferência para um presídio feminino. De acordo com o TN, ele tenta evitar “a figura do feminicídio, cuja única pena possível é a prisão perpétua”.

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Cecilia Strzyzowski tinha 28 anos e desapareceu no dia 2 de junho. Ela foi vista pela última vez na cidade argentina de Resistencia, capital da província de Chaco. As investigações apontam sete pessoas envolvidas no crime, que estão presas preventivamente.

Mãe de Cecília chama Sena de covarde por ele se declarar “mulher trans”

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Cecilia Strzyzowski, desparecida desde 2 de junho: a polícia acredita que ela sofreu feminicídio nas mãos do marido, que se declara agora uma “mulher trans” | Foto: Reprodução

Gloria Romero, mãe de Cecília, disse que a “transgeneridade” de César Sena “é uma tática”. “A maioria dos estupradores e feminicidas faz isso”, disse ela, em um vídeo que compartilhou nas suas redes sociais. “Ser vítima é o comportamento natural desse tipo de pessoa”, completou ela. “São psicopatas e são covardes.”

Além de Sena, que era marido de Cecilia, os pais dele, os zeladores de uma fazenda, o motorista da família e a mulher do motorista também estão presos. Os promotores dizem que César e seus pais armaram um plano para matar Cecília: os Senas teriam dito que ela viajaria com César para a cidade de Ushuaia, onde teriam uma casa e três empregos, de acordo com o Buenos Aires Herald.

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“Os promotores disseram ter provado que César e Cecilia entraram na casa de seus pais em Resistência no dia 2 de junho, às 9 horas da manhã”, narra o site do jornal Buenos Aires Herald. “Entre as 12 horas e as 13 horas, Emerenciano Sena, Marcela Acuña e César Sena mataram a vítima. Na resolução, eles explicaram que no fim da tarde o motorista José Obregón e sua mulher, Fabiana Cecilia González, chegaram à casa e ajudaram a remover evidências da cena do crime”, completa.

Por volta das 7h30 da noite, César Sena e Obregón teriam colocado o corpo de Cecilia no porta-malas de uma picape Hilux branca e seguido para Campo Rossi, na zona rural de Puerto Tirol, também da província de Chaco, onde Gustavo Melgarejo e Griselda Reinoso, zeladores da propriedade, teriam lhes ajudado na queima do corpo.

Ossos queimados de uma pessoa adulta foram encontrados entre as cinzas, ainda de acordo com o jornal. Restos de mãos, pés e crânio pertencentes a um único adulto também foram encontrados em um rio.

Enquanto as últimas pesquisas de Sena estavam relacionadas ao feminicídio, como, por exemplo, “assassino sente remorso?”, as últimas de Cecilia procuraram dicas para arrumar malas e de lojas para comprar chocolates.

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Família de Psicopatas.
    Merecem perpétua TODOS, sem excessão.

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