Com 100 anos de idade, Joseph Schuetz começou a ser julgado na quinta-feira 7 por sua colaboração com o morticínio promovido pelo governo nazista de Adolf Hitler, na Alemanha. O réu foi guarda prisional do campo de concentração de Sachsenhause, ao norte de Berlim, e é acusado de ser cúmplice do assassinato de 3.518 pessoas por fuzilamento ou nas câmaras de gás, entre 1942 e 1945.
Schuetz se tornou o homem mais velho a sentar-se no banco dos réus por envolvimento com o governo nazista. Ele chegou à audiência com ajuda de um andador, permaneceu com o rosto coberto e fez saber por seu advogado que não falaria no tribunal. Seu silêncio frustrou sobreviventes e parentes de vítimas que esperavam, ao menos, uma retratação.
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“Diga: ‘Eu estava errado, estou envergonhado'”, comentou Antoine Grumbach, de 79 anos, descendente de uma das vítimas.
O vice-presidente do Conselho Internacional Auschwitz, Christoph Heubner, afirma que “esses julgamentos, enquanto processos de justiça tardia, estão ocorrendo agora porque o sistema judicial alemão negligenciou o julgamento de nazistas durante décadas e não via interesse em perseguir os autores desses crimes”. Dados do sistema judiciário alemão mostram que ainda existem cerca de oito casos iguais ao de Schuetz.
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