publicidade
Mundo

Restos de vítimas de antigo naufrágio são descobertos na Austrália

Os cientistas descobriram o local por meio de anotações de um diário

Austrália
Sepulturas da Ilha Beacon | Foto: Divulgação/Facebook/University of Western Australia

Uma equipe de pesquisadores da Austrália descobriu 12 túmulos com restos de vítimas do naufrágio do navio da Companhia Holandesa das Índias Orientais, que teria ocorrido em 1629, perto do Oceano Índico. Isso se deu por meio de coordenadas feitas por pescadores da época. A revista Historical Archaeology publicou o estudo em 4 de maio.

Os cientistas realizaram um trabalho arqueológico na área entre 2014 e 2019, liderada por arqueólogos da Universidade da Austrália Ocidental e do Museu da Austrália Ocidental.

Receba nossas atualizações

Leia mais: “Meteorito que caiu nos EUA pode ter sido do Cometa Halley”

Ao todo, os pesquisadores descobriram os restos mortais de 12 vítimas enterradas em valas individuais e coletivas, além de evidências sobre uma luta entre sobreviventes e um grupo de amotinados.

A descoberta revela informações sobre as práticas de tratamento e enterro das vítimas. As sepulturas estavam na parte central da Ilha Beacon, também conhecida como Cemitério de Batávia, em razão dos inúmeros cadáveres de Batávia encontrados no passado na ilha.

Ossos encontrados na Ilha Beacon, na Austrália | Foto: Divulgação/Facebook/University of Western Australia

Os detalhes do naufrágio

O incidente tornou-se muito conhecido cerca de 20 anos depois, em 1647, quando Jan Jansz publicou os diários de Francisco Pelsaert, um dos comandantes da embarcação. Foram nove edições impressas, com a última publicada em 1664.

O navio era destinado para ir a Jacarta, na Indonésia, e tinha a bordo cerca de 340 pessoas. O desastre é um dos mais famosos e importantes na história da Austrália, onde a maioria dos corpos foi encontrada.

Leia também: “Revelada a maior explosão cósmica já vista pela ciência”

“Além das descobertas subaquáticas, o que descobrimos em terra contribuiu para nossa compreensão das respostas comportamentais dos sobreviventes, incluindo seu movimento inicial do naufrágio para as ilhas próximas, as lutas que enfrentaram e a mudança na dinâmica de poder entre amotinados e sobreviventes”, informou o autor e professor Alistair Paterson, da Escola de Ciências Sociais da UWA e do Oceans Institute da Austrália.

Leia Mais

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade