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Republicanos querem explicações de Biden sobre armas norte-americanas nas mãos do Hamas

Armamento seria o mesmo que os Estados Unidos abandonaram no Afeganistão

adolescente hamas
Hamas teria armas deixadas pelos EUA no Afeganistão, entre elas o fuzil M-16 | Foto: Reprodução/FDI

A bancada do Partido Republicano dos Estados Unidos enviou, nesta segunda-feira, 23, uma carta ao secretário de Defesa, Lloyd Austin, cobrando explicações sobre a possibilidade de o Hamas estar com os armamentos do Exército Norte-Americano que foram abandonados no Afeganistão, em 2021.

Em 5 de outubro, dois dias antes do ataque do Hamas, as Forças de Defesa de Israel (IFD) publicaram uma foto de um fuzil M-16 — rifle militar norte-americano — que um terrorista estava usando para atirar nos militares israelenses. O terrorista acabou “neutralizado” pelas IFD, e a arma foi apreendida.

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Leia também: “Exército de Israel encontra manual para fabricar arma química junto do corpo de terrorista do Hamas”

Um oficial de defesa da Ucrânia afirmou semanas atrás que a Rússia estaria fornecendo ao Hamas as armas dos EUA confiscadas em combates com as forças ucranianas. Segundo o oficial, a intenção seria “desacreditar a Ucrânia aos olhos de seus aliados ocidentais”.  

A carta, escrita pelo presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, do Estado do Kentucky, e pela deputada Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, pede que Austin compareça no Capitólio, o Congresso dos Estados Unidos, e explique quanto estão monitorando essas informações.

Deputado Republicano dos EUA James Comer
O conservador James Comer liderou a carta em que pede explicações ao governo Biden sobre possível armamento dos Estados Unidos nas mãos dos terroristas do Hamas | Foto: Reprodução/Instagram

O site Washignton Examiner divulgou um trecho da carta. “O Comitê tem visto relatos de que armas fabricadas nos EUA estão sendo redistribuídas e revendidas em mercados secundários para organizações terroristas, incluindo o Hamas”, diz o texto.

Leia também: “Republicanos querem aproveitar brecha e indicar Trump para presidente da Câmara dos EUA”

A saída dos EUA do Afeganistão

Em agosto de 2021, o recém-eleito presidente Joe Biden deu a ordem de retirada total e imediata do Exército dos Estados Unidos do Afeganistão, depois de 20 anos de guerra — a mais longa da história do país.

A decisão foi criticada pela imprensa e pela opinião pública, sendo classificada de “apressada, desastrosa e mortal”.

De acordo com um relatório do Pentágono, os EUA deixaram para trás, em posse das Forças de Defesas e Segurança Nacionais do Afeganistão, US$ 7,12 bilhões em equipamento militar.

Leia também: “Credibilidade de Joe Biden foi retalhada no Afeganistão”

O Afeganistão é um país controlado pelos talibãs. Os críticos da decisão acusam Biden de ter transformado a organização terrorista em “traficante de armas”.

O armamento norte-americano na Ucrânia

Os EUA forneceram à Ucrânia mais de US$ 45 bilhões em assistência militar desde o início da invasão russa. Os políticos republicanos temem pela repetição do erro no Afeganistão.

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