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Reféns em Gaza: como deve ocorrer a libertação dentro das 72 horas

Acordo prevê entrega de vivos, corpos de mortos e aumento da ajuda humanitária

Hamas acordo libertação de reféns
Autoridades israelenses também tentam validar a identidade dos prisioneiros terroristas que serão soltos | Foto: Reprodução/Facebook

Israel começou a movimentar suas tropas para fora da Faixa de Gaza, como previa o acordo de cessar-fogo firmado com o Hamas. O grupo terrorista, por sua vez, entrou na contagem regressiva. A organização tem até a próxima segunda-feira, 13, ao meio-dia, para libertar os cerca de 20 reféns ainda vivos.

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Segundo fontes israelenses, os corpos de 26 reféns mortos também devem ser entregues durante esse período. O protocolo determina que a Cruz Vermelha conduza os reféns até o território de Israel. No Estado judeu, aeronaves militares os transportarão até hospitais para exames. Somente então poderão reencontrar suas famílias.

A imprensa israelense divulgou detalhes de um documento do acordo. Segundo o texto, a entrega deve ocorrer sem cobertura da mídia ou eventos públicos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quer impedir a repetição das cerimônias promovidas pelo Hamas em trocas anteriores.

O plano prevê também que, para cada corpo de refém entregue, Israel devolverá os restos mortais de 15 palestinos. A medida faz parte de um pacote mais amplo de 20 pontos elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com foco na estabilização da região.

Israel cobra entrega total de reféns, mas admite liberação por etapas

Israel quer que o Hamas liberte todos os reféns vivos de uma só vez. No entanto, reconhece que a devolução pode ocorrer em fases, desde que os terroristas respeitem o prazo das 72 horas. Conforme o gabinete de segurança, o Estado judeu pode considerar o descumprimento como quebra de cessar-fogo.

Reportagens do jornal Times of Israel indicam que o grupo pode antecipar a liberação dos cativos para este domingo, 12. Ainda assim, nenhuma confirmação oficial foi divulgada.

Autoridades israelenses também tentam validar a identidade dos prisioneiros terroristas que serão soltos. Cerca de 1,7 mil detentos de Gaza e 250 condenados à prisão perpétua devem ganhar a liberdade como parte do acordo.

+ Leia também: “Israel aguarda libertação de reféns do Hamas depois de acordo de cessar-fogo”

O cessar-fogo também abriu caminho para a chegada diária de 600 caminhões com alimentos, remédios e suprimentos básicos à Gaza. Os veículos já têm autorização de entrada, e a operação de distribuição permanece sob monitoramento de agências internacionais.

Com o cumprimento dessa primeira etapa, as partes devem iniciar discussões sobre os próximos pontos do plano de Trump. A estratégia inclui mudanças políticas e medidas de segurança na região.

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