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Putin reduz desfile do Dia da Vitória em meio a temor de ataques ucranianos

Sem tanques na Praça Vermelha, Kremlin exibe armas em telões e reforça segurança em Moscou

O governante da Rússia, Vladimir Putin | Foto: Shutterstock

A Rússia realizou neste sábado, 9, uma versão reduzida do tradicional desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha, em Moscou, em meio ao temor de ataques da Ucrânia e à escalada das tensões no conflito, que está em seu quarto ano. A guerra começou em 2022, quando tropas russas invadiram o território ucraniano.

A celebração, considerada a principal data cívica da Rússia, homenageia a vitória soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Diferentemente de anos anteriores, o desfile não contou com tanques nem com a tradicional exibição de equipamentos militares pesados circulando pelo centro da capital russa.

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Em vez disso, o Kremlin optou por mostrar em telões sistemas de armamentos estratégicos, como o míssil balístico intercontinental Yars, o submarino nuclear Arkhangelsk, o sistema antiaéreo S-500, o caça Sukhoi Su-57 e drones usados na guerra da Ucrânia.

Arsenal militar exibido em desfile na Rússia, na comemoração dos 80 anos da vitória soviética na 2ª Guerra Mundial
Arsenal militar exibido em desfile na Rússia em 2025, na comemoração dos 80 anos da vitória soviética na 2ª Guerra Mundial; desfile deste ano não incluiu os tanques de guerra | Foto: Reprodução/ Ria Novosti

Militares russos e veteranos participaram da cerimônia diante do presidente russo, Vladimir Putin, que acompanhou o desfile ao lado de ex-combatentes soviéticos próximos ao Mausoléu de Lenin. Tropas norte-coreanas que atuaram na região russa de Kursk também desfilaram.

Em discurso de cerca de oito minutos, Putin voltou a defender a invasão da Ucrânia, chamada pelo Kremlin de “operação militar especial”. “O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje cumprem as tarefas da operação militar especial”, afirmou. “Eles enfrentam uma força agressiva armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis seguem avançando.”

A celebração ocorreu sob forte esquema de segurança. Imagens divulgadas pela agência Reuters mostraram soldados armados posicionados sobre caminhonetes e bloqueios em diversas vias do centro de Moscou. O regime russo havia alertado que qualquer tentativa de ataque ucraniano durante o evento resultaria em uma “resposta massiva” contra Kiev.

Trump anuncia cessar-fogo temporário entre Rússia e Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ironizou as ameaças russas e publicou um decreto simbólico “autorizando” a realização do desfile de 9 de maio, acrescentando que armas ucranianas não atingiriam a Praça Vermelha.

O desfile ocorreu depois de Rússia e Ucrânia trocarem acusações de violação de cessares-fogo unilaterais anunciados nos últimos dias. Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova trégua de três dias, entre este sábado, 9, e a segunda-feira 11, apoiada tanto por Moscou quanto por Kiev. As partes também concordaram em trocar mil prisioneiros.

“Gostaria de ver isso parar. Rússia e Ucrânia: é a pior coisa desde a Segunda Guerra Mundial em termos de vidas perdidas”, declarou Trump a jornalistas. “25 mil jovens soldados por mês. É uma loucura.” O republicano acrescentou que gostaria de ver “uma grande extensão” do cessar-fogo.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chega aos EUA para reunião com Donald Trump | Foto: Reprodução/X
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chega aos EUA para reunião com Donald Trump | Foto: Reprodução/X

Apesar da trégua temporária, o ambiente em Moscou segue marcado pela apreensão em relação ao rumo da guerra. Nos últimos dias, veículos de imprensa ocidentais divulgaram relatos sobre supostos temores de golpe ou atentado contra Putin. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou as informações e classificou as especulações como “absurdas”.

Reportagem da emissora CNN citou uma agência de inteligência europeia segundo a qual o ex-ministro da Defesa Sergei Shoigu seria visto como potencial articulador de uma conspiração contra o líder russo.

Shoigu, atual secretário do Conselho de Segurança da Rússia, participou normalmente da cerimônia deste sábado e apareceu sentado ao lado de integrantes da cúpula do governo russo.

Leia também: “Conflito longe dos holofotes“, reportagem de Eugênio Goussinsky publicada na Edição 321 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Cá entre nós.
    A narrativa mais conhecida é de que a Rúasia tinha o maior exército do mundo em termos de tecnologia a poder de fogo. TAmbém etra na ista o poderoso EUA com sua imagem de maior exército do mundo. Israel também esta fama.
    Assim mesmo, Trump não conseguiu ajoelhar o Irã. Putin não conseguiu vencer a Ucrânia e Israel vive combatento terroristas sem acabar com eles. Só resta a China, que nesta atura dos aconteceimnetos também duvido de sua potência militar.
    O arsenal nuclear enfeita a história.

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