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Putin admite que mísseis russos causaram queda de avião da Embraer no Cazaquistão

O presidente da Rússia prometeu indenizar as famílias das vítimas do acidente aéreo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de uma reunião com o governador em exercício da região de Rostov, Yury Slyusar, no Kremlin - 18/8/2025 | Foto: Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Reuters
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de uma reunião com o governador em exercício da região de Rostov, Yury Slyusar, no Kremlin — 18/8/2025 | Foto: Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Reuters

Durante reunião com Ilham Aliyev, o presidente do Azerbaijão, Vladimir Putin reconheceu que mísseis russos foram responsáveis pela queda do avião da Embraer no Cazaquistão, em dezembro de 2024. No acidente, 38 pessoas morreram. Segundo Putin, dois mísseis detonaram próximos à aeronave da Azerbaijan Airlines depois de uma incursão de drones ucranianos no espaço aéreo russo, mas não atingiram o avião diretamente.

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Putin descreveu que os projéteis explodiram a cerca de 10 metros do avião, provavelmente como medida de autodestruição, e que os danos foram causados pelos destroços. “Os dois mísseis lançados não atingiram o avião diretamente”, detalhou Putin. “Se isso tivesse acontecido, ele teria caído no local. Mas eles explodiram, talvez como medida de autodestruição, a poucos metros de distância, cerca de 10 metros. E, assim, o dano foi causado não pelas ogivas, mas provavelmente pelos destroços dos próprios mísseis.”

Putin promete ‘transparência’ no caso

O presidente russo relatou ainda que o piloto acreditou ter colidido com pássaros, comunicando o fato aos controladores de tráfego russo, o que ficou registrado nas caixas-pretas. “É por isso que o piloto percebeu a colisão como um bando de pássaros, o que ele relatou aos controladores de tráfego aéreo russos, e tudo isso está registrado nas chamadas ‘caixas-pretas’”, continuou Putin.

Aliyev, que chegou a criticar Moscou ao sugerir tentativa de encobrimento, agradeceu a Putin nesta quinta-feira, 9, pela supervisão direta da apuração. Em resposta, Putin prometeu indenizar as vítimas e reforçou o compromisso com a transparência: “É claro que tudo o que for necessário em casos tão trágicos será feito pelo lado russo em termos de indenização, e uma avaliação legal de todas as questões oficiais será feita”, disse. “É nosso dever, repito mais uma vez… fazer uma avaliação objetiva de tudo o que aconteceu e identificar as verdadeiras causas.”

Detalhes da investigação e análise técnica

O voo J2-8243, operado pela Embraer 190, partiu de Baku e seguia para Grozni, na Chechênia, quando foi obrigado a pousar de emergência a cerca de 3 km de Aktau, no Cazaquistão. Em fevereiro, relatório preliminar das autoridades cazaques revelou que objetos externos causaram a queda, mas reforçou a necessidade de investigações adicionais para esclarecer a origem dos danos.

Conforme o relatório, os pilotos alteraram o local de pouso depois de relatar possível impacto com pássaros e explosão de dois assentos. O documento não mencionou mísseis, mas especialistas apontaram a possibilidade de fragmentos do sistema antiaéreo russo terem atingido a aeronave, já que, dias depois do acidente, a Rússia confirmou ataques de drones ucranianos e uso de defesa aérea.

O exame dos destroços revelou múltiplos danos, penetrantes e superficiais, na cauda, na fuselagem, no leme, no estabilizador, no motor esquerdo e na asa esquerda, segundo o relatório cazaque. As caixas-pretas do avião foram analisadas no Brasil pelo Cenipa, que concluiu a verificação em 6 de janeiro. Os resultados foram enviados à autoridade do Cazaquistão, responsável pelo relatório final. 

Toda a análise e as conclusões que serão publicadas no relatório final dessa investigação aeronáutica são de exclusiva responsabilidade da Autoridade de Investigação do Cazaquistão”, declarou a FAB.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Claro e ESQUERDA caviar vão ficar em silêncio. Nada a declarar do seu companheiro bolchevique.

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