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Protestos se espalham pelo Irã, e regime intensifica repressão

Mobilizações entram no 12º dia, registram vítimas e provocam reação dos Estados Unidos

Irã
Ainda nesta quinta-feira, o presidente Donald Trump fez uma advertência direta às autoridades iranianas | Foto: Reprodução/Rede sociais

Manifestações contra o regime do Irã avançaram nesta quinta-feira, 8, e alcançaram uma importante avenida de Teerã. O país chegou ao 12º dia consecutivo de protestos, que levaram ao bloqueio generalizado do acesso à internet.

Os atos começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes da capital protestaram contra o aumento dos preços e o colapso da moeda iraniana. A mobilização inicial deu origem a manifestações semelhantes em diversas cidades e passou a questionar a legitimidade do regime islâmico.

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Como resultado, os protestos atingiram 25 das 31 províncias iranianas, conforme levantamento da AFP. A agência independente Human Rights Activists News Agency, sediada dos Estados Unidos, registrou atos em 348 localidades distribuídas por todas as províncias do país.

Ao mesmo tempo, o número exato de mortos permanece indefinido. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, informou que as forças iranianas assassinaram pelo menos 45 manifestantes, entre eles oito adolescentes.

A organização também relatou centenas de feridos e mais de 2 mil pessoas detidas. Em declaração, o diretor da ONG, Mahmood Amiry-Moghaddam, afirmou que as evidências indicam uma repressão cada vez mais violenta e abrangente. Ele pediu atuação “decisiva” das Nações Unidas (ONU) e da comunidade internacional para evitar um democídio — assassinato em massa de pessoas pelo próprio governo.  

“A ONU e a comunidade internacional têm a responsabilidade de agir de forma decisiva, dentro da estrutura do direito internacional, para evitar o assassinato em massa de manifestantes”, disse Mahmood.

Paralelamente, um levantamento da AFP baseado em dados do regime indica pelo menos 21 mortos, incluindo integrantes das forças islâmicas.

EUA alertam para resposta dura caso o Irã intensifique a repressão

Ainda nesta quinta-feira, o presidente Donald Trump fez uma advertência direta às autoridades iranianas. Em entrevista ao radialista Hugh Hewitt, ele afirmou que o governo dos EUA vai aplicar um “golpe muito duro” caso o regime intensifique a repressão.

“Deixei claro para eles que, se começarem a matar pessoas — o que tendem a fazer durante seus distúrbios, eles têm muitos distúrbios —, se fizerem isso, nós os golpearemos muito duro.”

Irã alterna discurso conciliador e ameaça repressiva

Masoud Pezeshkian, líder do Irã, determinou que as forças islâmicas diferenciem manifestantes de “desordeiros” que, segundo ele, ameaçam a segurança nacional. Ele afirmou que “devem ser evitados quaisquer comportamentos violentos ou coercitivos”.

+ Leia também: “Irã se prepara para possível ataque dos EUA”

A porta-voz do regime, Fatemeh Mohajerani, defendeu o diálogo e adotou tom conciliador ao descrever os manifestantes como “nossos filhos”. Em contrapartida, o chefe do Judiciário, Gholamhosein Mohseni Ejei, declarou que “não haverá clemência para quem ajuda o inimigo contra a República Islâmica”.

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2 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Os cidadãos iranianos pelo menos têm colhões, ao contrário dos acovardafos e acomodados bostileiros.

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