Uma onda de manifestações populares em Morón, na província de Ciego de Ávila, em Cuba, resultou no incêndio da sede municipal do Partido Comunista na noite desta sexta-feira, 13. O episódio ocorreu em meio a protestos contra o regime de Miguel Díaz-Canel, marcados por tensões e confrontos.
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Durante os atos, relatos sugerem que pelo menos um jovem foi baleado. A opositora Rosa María Payá afirmou em suas redes que “reportam disparos em Morón da polícia contra o povo desarmado e pacífico”.
Incêndio e confronto em Cuba
🚨Cuba 🇨🇺: Mais uma noite de protestos em Cuba.
— Sueli lei🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷 (@LeiSueli6718) March 14, 2026
Chegam relatos de que um grupo invadiu a sede do Partido Comunista em Ciego de Ávila e a incendiou. pic.twitter.com/YIHGX2N7h2
Imagens divulgadas pelo jornalista independente Guillermo Rodríguez Sánchez mostram manifestantes arremessando objetos em chamas no prédio do Partido Comunista e cenas do incêndio avançando sobre o edifício. O clima era de forte hostilidade na região central do município.
Vídeos publicados por outros comunicadores revelam que parte dos manifestantes entrou na sede do PCC, retirou móveis, quadros e materiais de propaganda, e utilizou esses itens para alimentar uma fogueira na rua, sob gritos de protesto direcionados ao regime cubano.
Moradores relataram nas redes que “o povo de Cuba se cansou”, ao destacarem a insatisfação crescente diante de décadas de repressão a protestos pacíficos, prisões arbitrárias e violência policial. Muitos atribuem o agravamento do descontentamento social à pressão exercida pelo regime.
Repressão policial e bloqueio de informações

Segundo Rodríguez Sánchez, um policial teria disparado sua arma e atingido um jovem que estava próximo à fogueira em frente ao prédio do PCC.
As imagens mostram vizinhos retirando o ferido do local e prestando os primeiros socorros, enquanto a tensão se mantinha nos arredores da sede incendiada. O episódio ocorreu durante interrupção do acesso à internet na cidade, o que dificultou a circulação de informações em tempo real.
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Jornalistas e ativistas denunciaram que o corte no serviço digital coincidiu com os relatos de disparos e com a propagação das imagens do incêndio. A ação reforça suspeitas de tentativa de controle da informação pelas autoridades.






































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