Um homem morreu e pelo menos cem pessoas ficaram feridas durante protestos na capital do Peru, Lima, na noite desta quarta-feira, 15. As manifestações foram contra o governo recém-empossado e o Congresso. Os atos ficaram marcadas por confrontos com as forças de segurança.
Entre os feridos, há tanto civis quanto policiais, segundo apuração da agência de notícias AFP. A pessoa que morreu, identificada como Eduardo Ruiz Sanz, de 32 anos, teria sido atingida por disparo efetuado por um policial à paisana, conforme informou a Coordenadora Nacional de Direitos Humanos, principal organização não governamental do setor no país.
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Os manifestantes, em sua maioria jovens, caminharam rumo à sede do Congresso em protesto contra a classe política e a escalada do crime organizado, com extorsões e homicídios. Durante a mobilização, houve tentativa de remover barreiras de proteção instaladas diante do Legislativo.
Para dispersar os manifestantes que lançaram pedras e fogos de artifício, a polícia utilizou gás lacrimogêneo, escudos e cassetetes. “Começou como uma manifestação pacífica, mas alguns setores têm agendas diferentes e procuram gerar caos. Irresponsáveis”, afirmou o presidente José Jerí em publicação no X. “Força à nossa polícia.”
Peru tem 7º presidente em menos de 10 anos
José Jerí, que assumiu como sétimo presidente peruano em cinco anos, tomou posse na última sexta-feira, 10, depois do impeachment da presidente Dina Boluarte, em meio a uma grave crise de segurança no país. O Peru soma, agora, sete presidentes em menos de dez anos, um reflexo de uma instabilidade política acentuada desde 2016.
Filiado ao partido Somos Perú, Jerí presidia o Congresso e assumiu o Palácio do Governo por sucessão constitucional. Uma série de denúncias acompanha a ascensão política dele. Em janeiro, uma mulher o acusou de abuso sexual durante uma festa de fim de ano no Santa Rosa Country Club, em Canta.
A Justiça aceitou a denúncia e determinou medidas de proteção para a suposta vítima. O tribunal também obrigou o então deputado a iniciar tratamento psicológico, por comportamento classificado como “sexual patológico”.
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