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Protestos contra Israel chegam a universidades do México

Alunos pedem para governantes mexicanos cortarem relações diplomáticas e comerciais com o Estado judeu

Protestos universidades méxico
A Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) é a maior instituição de ensino do país latino-americano | Foto: Reprodução/Redes sociais

Os protestos contra Israel chegaram às universidades mexicanas. Nesta quinta-feira, 2, dezenas de estudantes acamparam na Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), a maior instituição de ensino do país latino-americano.

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Munidos de barracas e bandeiras palestinas, os estudantes mexicanos apelaram ao governo local para que cortasse relações diplomáticas e comerciais com Israel. Não há registro de manifestações por parte desses universitários contra o Hamas, grupo terrorista que invadiu o território israelense em 7 de outubro do ano passado. Na ocasião, mais de mil pessoas foram mortas. Até hoje, os extremistas mantêm em cativeiros na Faixa de Gaza mais de cem reféns.

Leia também: “Biden se pronuncia sobre protestos anti-Israel em universidades”

Valentina Pino, estudante do curso de Filosofia e Letras, expressou à agência de notícias AFP o propósito da mobilização no campus da Unam. “Estamos aqui em apoio à Palestina e aos estudantes nos Estados Unidos.”

Protestos contra Israel na universidade de Toronto, no Canadá

No Canadá, cerca de 150 estudantes da Universidade de Toronto acamparam na instituição. Ao menos 50 barracas foram montadas no local. 

Os canadenses também pedem para que a universidade corte os investimentos em Israel. Um aluno, identificado apenas como Erin, disse à agência de notícias Efe que os jovens não planejam retirar-se. Mesmo depois de o reitor enviar uma carta que exigia a retirada.

Leia mais: “Irã oferece bolsas a estudantes expulsos dos EUA e da Europa por protestos anti-Israel”

“Exigimos que a Universidade de Toronto cesse os seus investimentos no apartheid de Israel”, disse Erin. “E acabe com a sua cumplicidade na ocupação da Palestina.” 

Em 15 instituições dos EUA, a intervenção policial resultou na detenção de mais de 400 alunos, por violações das normas internas.

Leia também: “Câmara dos EUA aprova projeto de lei contra antissemitismo”

As universidades norte-americanas onde as prisões de estudantes ocorreram são Harvard, Princeton, Brown, Columbia, Yale, Cornell e Pensilvânia. Todas essas instituições são integrantes da Ivy League — grupo das principais universidades dos EUA. 

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