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Promotoria pede prisão e inelegibilidade da líder de direita Marine Le Pen

Deputada francesa é indiciada junto a outras 24 membros do partido Reagrupamento Nacional

Marine Le Pen garantiu que seu governo respeitará as regras constitucionais de convivência com o presidente Emmanuel Macron
Marine Le Pen é a principal líder da direita francesa | Foto: Reprodução/Twitter/X/@brasilemfuria

A Promotoria de Paris solicitou, nesta quarta-feira, 13, uma sentença de cinco anos de prisão e inelegibilidade pelo mesmo período contra a deputada francesa Marine Le Pen. A parlamentar é líder do partido de direita Reagrupamento Nacional.

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Le Pen, seu partido e outras 24 pessoas — entre elas dirigentes da legenda, funcionários, ex-deputados e assistentes parlamentares — são acusados de usar dinheiro do Parlamento Europeu para pagar funcionários da sigla França. Na época, o movimento se chamava Frente Nacional.

O promotor pediu uma multa de € 300 mil (R$ 1,8 milhão), cinco anos de prisão e uma sentença de inelegibilidade contra Marine Le Pen, com execução provisória. Se o tribunal a considerar culpada pelas acusações com essa execução provisória, a parlamentar não poderá se candidatar nas próximas eleições francesas, previstas para 2027.

Marine Le Pen se manifesta

“Notei que a acusação está sendo extremamente exagerada em suas exigências, particularmente com o pedido de execução provisória, que eles querem impor a todos os acusados”, disse Le Pen a jornalistas enquanto deixava o tribunal, segundo a agência de notícias Reuters.

“Não me surpreende o pedido da acusação por execução provisória”, disse Patrick Maisonneuve, advogado do Parlamento Europeu. Segundo ele, “há uma consistência nas exigências da acusação”. O julgamento se estenderá até o dia 27 de novembro.

A situação se soma a um cenário de desconfiança na política francesa. Em julho deste ano, Le Pen denunciou uma “manobra” da esquerda e centro-esquerda às vésperas do segundo turno da eleição parlamentar do país. De acordo com ela, alguns oponentes retiraram suas candidaturas de última hora, para não dispersar votos e garantir a eleição de alguns candidatos.

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Ao final do pleito, o Reagrupamento Nacional ficou com 143 cadeiras, de um total de 577. A extrema esquerda é maioria, com 182 lugares à coligação Nova Frente Popular (NFP), que é composto por socialistas, ambientalistas e comunistas. Enquanto isso, a esquerda, do presidente Emmanuel Macron, conseguiu vaga a 168 deputados.

“As manobras de retirada massiva [de candidatos de outras forças] privaram-nos da maioria absoluta”, afirmou Le Pen. “Foi apenas um adiamento, porque a representação nacional não pode ser deformada indefinidamente.”

Leia também: “O tapa na cara francês”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 210 da Revista Oeste

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