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Primeira-ministra da Itália diz que que acordo UE–Mercosul é prematuro

Giorgia Meloni afirma que pacto precisa de garantias para agricultores e não será avalizado nesta semana

Giorgia Meloni mercosul
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni | Foto: Reprodução/The White House/Flickr

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou, nesta quarta-feira, 17, que considera “prematuro” a União Europeia (UE) assinar um acordo comercial com o Mercosul. Ela disse que não dará aval na votação prevista para quinta-feira, 18 ou sexta-feira 19.

“O governo italiano sempre foi claro ao dizer que o acordo deve ser benéfico para todos os setores e que, portanto, é necessário abordar, em particular, as preocupações de nossos agricultores”, afirmou Meloni, em discurso à Câmara Baixa, antes de uma reunião de cúpula da UE.

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Na ocasião, a primeira-ministra argumentou que seria “prematuro” assinar o acordo antes da conclusão da negociação de um pacote adicional de medidas com a Comissão Europeia. O objetivo é proteger os agricultores do país. Segundo ela, o texto precisa assegurar reciprocidade ao setor.

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“Devemos esperar até que essas medidas sejam finalizadas e, ao mesmo tempo, explicá-las e discuti-las com nossos agricultores”, continuou. Segundo Meloni, isso pode ocorrer no início do próximo ano.

Macron defende adiamento de acordo com Mercosul

O presidente da França, Emmanuel Macron, também defendeu o pedido de adiamento. Ele reiterou oposição ao acordo e prometeu se opor “fortemente” a qualquer tentativa de forçar a assinatura.

Leia também: “Meloni e Macron tentam adiar acordo com o Mercosul”

O aval da Itália é decisivo no Conselho da UE, que reúne os 27 países-membros. Além de França e Itália, Polônia e Hungria declararam oposição, o que aproxima o bloco de uma minoria de bloqueio. Para barrar uma proposta, porém, são necessários ao menos quatro países que representem 35% da população da UE.

Se Áustria e Irlanda aderirem à posição francesa, a Dinamarca, que ocupa a presidência temporária da UE, tende a não submeter o acordo à votação nesta semana.

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