O presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz, disse que não vai convidar os ditadores da America Latina para participar da posse, marcada para 8 de novembro. O boliviano deu a declaração em entrevista à emissora CNN en Espanhol, na última terça-feira, 21.
“Somos um país democrático”, afirmou Paz. “Sei bem que há relações diplomáticas a serem respeitadas, porque há condições prévias, mas nossa condição de relacionamento é sobre a base da democracia.”
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Paz deixou de fora da lista de convidados para a diplomação os ditadores da Venezuela, Nicolás Maduro, da Nicarágua, Daniel Ortega, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel. Para representar a Venezuela, o boliviano convidou a líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, perseguida pelo regime de Maduro.
Segundo Paz, sua posse como presidente da Bolívia deve ser marcada por um gesto de apoio à democracia. Ele pretende fortalecer os laços com nações democráticas, como os Estados Unidos. O novo chefe do Executivo boliviano também afirmou que, para fortalecer a democracia, precisa se afastar da Venezuela, de Cuba e da Nicarágua.
“Não vou introduzir ideologia ao meu povo, mas sim soluções para o emprego, para a economia, para as soluções que precisamos com os hidrocarbonetos”, disse Paz. “As pessoas precisam comer, precisam se mobilizar, precisam produzir, precisam gerar comércio. E está claro que vou definir tudo aquilo que for bom para o país e que gere justamente economia, comércio. E não vejo isso com esses três países.”
Bolívia tem economia em ruínas
O presidente eleito herda uma economia em ruínas depois de 20 anos de governo do partido Movimento ao Socialismo (MAS), fundado por Evo Morales, que presidiu a Bolívia entre 2006 e 2009. O governo bolivariano se beneficiou com o boom das commodities no começo do século, mas desgastou a economia do país com subsídios generosos e câmbio fixo.
Atualmente, o país enfrenta a pior crise econômica em quatro décadas. Para solucionar o problema, Rodrigo Paz, que é economista, propôs reformas estruturais, como cortes de impostos, fomento de crédito e descentralização orçamentária entre departamentos e províncias.
Em seu discurso, realizado na noite do último domingo, 19, Paz prometeu reconstruir a confiança entre diferentes setores da sociedade e priorizar políticas que estimulem o crescimento e a abertura ao exterior.
“A ideologia não dá de comer”, disse Paz. O que dá de comer é o direito ao trabalho, instituições fortes e segurança jurídica.”
Quem é Rodrigo Paz

O senador de centro-direita Rodrigo Paz, de 55 anos, foi eleito presidente da Bolívia pelo Partido Democrata Cristão (PDC) ao vencer o segundo turno. Paz é filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, que governou o país entre 1989 e 1993. O presidente eleito nasceu em 1967, em Santiago de Compostela, na Espanha.
Paz começou a trajetória política em 2002, quando foi eleito deputado. Desde então, atuou em diferentes partidos de centro e centro-direita, chegando ao Senado em 2020. Também foi prefeito de Tarija entre 2015 e 2020. Na eleição de 2025, o PDC o apresentou como candidato com a promessa de “recuperar a institucionalidade e a economia em favor do povo de Bolívia”.
Leia também: “Uma ilha de liberdade na América Latina”, reportagem de Amanda Sampaio e Carlo Cauti publicada na Edição 217 da Revista Oeste
Podia ter incluído o narcopresidente, e ladrão de 9 dedos, na rela dos ditadores cucarachas; estaria mais completa a lista.
Vamos ver se o Molusco foi convidado e qual a desculpa de não ir para a posse…
Viva a Bolívia!!
O eleito traz boas ideias. Se a esquerdalha deixá-lo governar, certamente trará prosperidade ao país. Espero que não seja sabotado como aconteceu aqui no Brasil.
Só faltou relacionar o Brasil.
Somos uma ditadura em desenvolvimento.🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨🚨