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Presidente de Israel diz que decisão do TPI 'escolheu o lado do terror'

Tribunal Penal Internacional emitiu ordem de prisão contra Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense

Isaac Herzog
Isaac Herzog criticou a decisão do TPI em uma postagem no Twitter/X | Foto: Reprodução/Instagram

O presidente de Israel, Isaac Herzog, reagiu à notícia de que o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, na Holanda, emitiu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e contra o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant.

Para ele, “este é um dia negro para a justiça e um dia negro para a humanidade”. O presidente israelense, em uma postagem no Twitter/X, fez duras críticas à Corte, acusando o órgão de má-fé e de adotar uma decisão parcial, ignorando as atrocidades do Hamas e especialmente o fato de que os terroristas usam civis como escudos humanos.

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“Tomada de má-fé, a decisão ultrajante do TPI transformou a justiça universal em motivo de chacota universal”, começou. “A decisão”, prosseguiu ele, “zomba do sacrifício de todos aqueles que lutam por justiça — desde a vitória dos Aliados sobre os nazistas até hoje”.

Herzog disse que o tribunal ignora inúmeros fatos relevantes sobre o conflito iniciado com o ataque terrorista do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.

+ Membros do governo de Israel condenam Tribunal de Haia

“Ignora a situação dos 101 reféns israelenses mantidos em cativeiro brutal pelo Hamas em Gaza. Ignora o uso cínico do Hamas de seu próprio povo como escudos humanos. Ignora o fato básico de que Israel foi barbaramente atacado e tem o dever e o direito de defender seu povo. Ignora o fato de que Israel é uma democracia vibrante, agindo sob o direito humanitário internacional e fazendo grandes esforços para prover as necessidades humanitárias da população civil”, escreveu o presidente israelense.

Isaac Herzog ainda afirma que a decisão do TPI “escolheu o lado do terror e do mal em vez da democracia e da liberdade, e transformou o próprio sistema de Justiça em um escudo humano para os crimes do Hamas contra a humanidade”.

Ele finaliza a postagem ao afirmar que “essa exploração cínica das instituições jurídicas internacionais nos lembra mais uma vez da necessidade de verdadeira clareza moral diante de um império iraniano do mal, que busca desestabilizar nossa região e o mundo, e destruir as próprias instituições do mundo livre”.

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